O Observatório do Cinema está destrinchando em uma série especial os heróis da Marvel que farão participações em Capitão América: Guerra Civil, novo filme da editora, e que chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de Abril. Falaremos da história desses personagens nos quadrinhos, e do papel que eles irão cumprir no universo cinematográfico da Marvel, além dos atores e atrizes que encarnarão os personagens.

Depois de Pantera Negra, hoje é a vez de Natasha Romanoff, a Viúva Negra:

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A personagem

Bom, vamos começar corrigindo o nome, né? De batismo, a Viúva se chama Natalia Romanova – “Natasha” é um apelido carinhoso para esse nome na Rússia, e a mudança para “Romanoff” é provavelmente pela ignorância dos seus colegas super-heróis americanos quanto ao fato de que os sobrenomes russos mudam para os homens e as mulheres. Buscando anonimato ou fugindo do seu passado, Natalia aceitou o “novo nome”, e ficou sendo Natasha Romanoff. A primeira aparição da personagem se deu em 1964, como inimiga do Homem de Ferro – sem um uniforme à época, a Viúva era só uma espiã soviética que ajudava um dos vilões em seus planos maquiavélicos.


Criada por Stan Lee, Don Rico e Don Heck, a Viúva passou por uma atribulada história que incluiu a revelação de seu passado, igualzinho o que vemos nos filmes: Natasha perdeu os pais muito cedo e foi levada para um programa do governo soviético batizado “Red Room”, em que passou por lavagem cerebral e treinamento, incluindo memórias falsas implantadas sobre sua infância e disciplinamento para matar a sangue frio pelo interesse da Mãe Rússia. No finalzinho dos anos 60, ela já havia desertado a União Soviética e se juntado aos Vingadores e, mais tarde, à S.H.I.E.L.D.

Embora raramente tenha estrelado suas próprias revistas nas primeiras décadas da Marvel (isso mudou um pouco de 2010 para cá, com Scarlett Johansson ressuscitando a popularidade da personagem nos filmes), a Viúva viveu aventuras notáveis como aliada do Demolidor, do Gavião Arqueiro e do Soldado Invernal, curiosamente (ou não) três dos mais notáveis romances que ela viveu nos quadrinhos. Mais recentemente, descobrimos que Natasha foi biologicamente modificada pelo programa soviético para não envelhecer nem adoecer, além de possuir poderes de cura aguçados.

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O papel da Viúva Negra nos filmes

Sim, esse é um assunto polêmico. O presidente da Marvel Studios fala de um filme solo da Viúva desde 2010, mas cada vez que o produtor anunciou que planos estavam sendo desenhados para o projeto, alguma outra coisa entrou na frente. A popularidade de Scarlett Johansson claramente excede a de todos os seus co-astros masculinos, e esse nem é o argumento mais digno para a necessidade do filme da Viúva no panteão da Marvel: além de ser uma personagem fascinante, Natasha ainda representaria mais uma heroína forte o bastante para sustentar o seu próprio filme nos cinemas. Nessa, a DC definitivamente saiu na frente, com seu Mulher Maravilha marcado para o ano que vem.

Não dá para negar, no entanto, que a Viúva tem sido um fator decisivo no universo Marvel até agora, e que a presença da personagem vem se tornado cada vez mais dominante nas discussões e nas tramas dos filmes em que ela aparece, da mínima participação em Homem de Ferro 2 até o co-protagonismo em Capitão América: O Soldado Invernal e Vingadores: Era de Ultron. Em Guerra Civil, a agente secreta escolhe o lado do Homem de Ferro, o que surpreendeu muita gente, mas talvez não devesse: como agente da S.H.I.E.L.D. e dona de um passado conturbado que talvez a faça confiar menos nos que tem super-poderes, a Viúva naturalmente cai para o lado de apoiadora de uma força governamental que controle dos super-heróis. Resta saber se ela tem uma crise de consciência no meio do caminho.

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A intérprete – Scarlett Johansson

Scarlett é uma estrela há quase duas décadas. Considerando que a atriz acabou de completar 31 anos, já deu para perceber que a família Johansson a colocou no ramo da atuação desde bem pequena. Em 1998, ao estrelar ao lado de Robert Redford o drama O Encantador de Cavalos, Scarlett apareceu para o mundo como uma garota inteligente que tinha futuro no ramo se bem quisesse. A confirmação veio em 2003, aos 19 anos, quando estrelou Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, e Moça com Brinco de Pérola, de Peter Webber, já arquivando duas de suas 4 indicações ao Globo de Ouro.

Desde então, a atriz passou por sua fase musa de Woody Allen, e já trabalhou com diretores prestigiados como os Irmãos Coen, Luc Besson e, é claro, Spike Jonze, autor de Ela, em que Scarlett interpreta (belamente) a voz do sistema operacional de computador pelo qual o solitário personagem de Joaquin Phoenix se apaixona. Em 2016, ela ainda será a voz da serpente Kaa em Mogli: O Menino Lobo, e em 2017 será dirigida por Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador) em O Fantasma do Futuro, adaptação de um celebrado anime.

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