ATENÇÃO PARA SPOILERS DA SÉRIE A SEGUIR!!!

Após um episódio pouco atrativo focado em Tara (Alanna Masterson) e apresentando a comunidade de Oceanside, The Walking Dead volta ao que realmente chama atenção na sétima temporada: Negan (Jeffrey Dean Morgan). Dessa vez, o antagonista tem sua relação dos quadrinhos com Carl (Chandler Riggs) colocada na telinha, mostrando assim mais um pouco da faceta controladora que o personagem possui.

The Walking Dead é normalmente conhecida por seu ritmo lento durante os episódios centrais de suas duas metades de temporada. O que realmente atiça o público está no início e fim de cada parte. Entretanto, tais capítulos são relevantes para o desenvolvimento de personagens que nem sempre estão no holofote, algo que já houve com Dwight (Austin Amelio) pouco tempo atrás. Em “Sing Me a Song”, o sétimo episódio da temporada, não é uma persona que está no centro da atenção, mas o desconforto que o controle de Negan trás aos que devem servi-lo.


Seus capangas são colocados em perigo quando Carl faz sua ofensiva contra Negan e o harém é apenas uma forma do vilão explorar física e psicologicamente as mulheres. Todos os Salvadores são Negan porque o único que realmente vive é o detentor de Lucille. Tudo isso se intensifica quando roteiro e interpretação de Jeffrey Dean Morgan tornam o personagem “agradável”, mesmo que seja uma pessoa odiável. A presença dele é o ápice da temporada.

Duas ótimas cenas do antagonista marcam o episódio. Sua conversa extremamente agressiva com Carl ao pedir para o jovem cantar enquanto ele encena os movimentos que vitimaram Abraham e Glenn. A segunda é a reconstrução do castigo com ferro quente, o mesmo tratamento pelo qual Dwight passou e destruiu metade do seu rosto.

O episódio ainda tem uma importante função: preparar o terreno para o final da primeira parte da temporada na próxima semana. Com isso, alguns personagens de Alexandria fazem pequenas aparições. Michonne (Danai Gurira) com um plano bem arquitetado pela estrada, Spencer sendo um “bosta”, segundo as palavras do Padre Gabriel, e a dupla Rosita (Christian Serratos) e Eugene (Josh McDermitt) na fábrica de munição. Rick (Andrew Lincoln) a Aaron (Ross Marquand) também aparecem brevemente em uma missão fora da comunidade.

“Sing Me a Song” volta a dar ritmo para The Walking Dead, desenvolve a história da temporada e ainda dá o que tem de melhor no atual ano: bastante tempo de tela para Jeffrey Dean Morgan mostrar seu talento. Com um clima de preparação para a midseason finale, a próxima semana pode dar fim a alguns personagens e até iniciar uma guerra que tende a se tornar ainda maior.

Imagens chocantes mostram pela primeira vez Carl sem o tapa-olho

Rick chora nos primeiros vídeos do último episódio do ano