Transformers: O Último Cavaleiro | Primeiras Impressões

Nesta terça-feira, dia 04 de abril, ocorreu um evento para fãs da franquia Transformers em várias parte do mundo. Foram exibidos 20 minutos exclusivos do novo filme, que estreia apenas em Junho. A exibição a qual acompanhei se deu na sala IMAX do New York City Center, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Transformers: O Último Cavaleiro é o primeiro filme rodado quase que exclusivamente (93% de sua totalidade, para ser mais exato) em IMAX 3D. No entanto, o longa ainda não está finalizado e esses trechos exibidos no evento foram apresentados em 2D. Segundo a Paramount, responsável pela organização do Fan Event, ainda estão pendentes correções de cor e aprimoramento dos efeitos especiais.

Para os fãs, imagino que o quinto Transformers será um deleite. Digo isso pois, pelo que pude ver, a riqueza de detalhes que o IMAX proporciona se revela realmente impressionante. E para quem curte ação desenfreada intercalada com momentos de humor visual, acompanhar isso tudo em altíssima resolução certamente será uma boa pedida. Dificilmente aqueles que são apaixonados pelos Transformers desde que estes surgiram no cinema, sob o comando de Michael Bay, lá no ano de 2007, sairão desapontados da sessão.

No mais, continua a mesma aventura descerebrada de sempre, repleta de explosões, ação confusa e diálogos ruins. Ah, e explosões! E mais explosões! E… Ok, há ao menos uma proposta de narrativa curiosa, que remonta ao passado, ao Rei Artur e Os Cavaleiros da Távola Redonda, e ambiciona ligar os pontos com o presente – pode revelar-se um ponto positivo que distancie o filme da caretice e da padronização habitual.

O problema é que o herói (o tal do “último cavaleiro”, o “escolhido”, o “homem que deverá dar continuidade ao legado” e blablabla), vivido por Mark Whalberg, não possui qualquer carisma. E o ator parece não se esforçar nem um pouco para contornar esse fato. Já Anthony Hopkins, cuja função na narrativa parece ser a de “mentor” de Cade (personagem de Whalberg), surge deslocado e, de vez em quando, engraçadinho, para dizer algo de positivo. Encaremos os fatos: ele está no automático e não há mesmo muito o que fazer como ator quando se tem um roteiro da franquia Transformers em mãos. A proposta da produção nem permite que haja qualquer brilho em uma atuação. Aqui, quem realmente é posto para trabalhar é o pessoal da equipe técnica, especialmente a galera dos efeitos especiais e o pobre coitado do montador, que é obrigado a organizar (ou seria “desorganizar mais ainda”?) as bagunças de Bay.

Aliás, é incrível como o tempo passa e Michael Bay parece não ter aprendido a lição: os cortes entre um plano e outro são sempre tão rápidos e desajeitados que nem há como apreciar as coreografias das cenas de luta. E pior: a emoção que deveríamos sentir assistindo a tais sequências se perde justamente por conta dessa diluição da ação entre os cortes frenéticos.

Mas a verdade é que o cara ganha rios de dinheiro e não está nem aí para tudo isso. Então, se você também não está nem aí para tudo isso, em Junho, corra para os cinemas. Eu, se não for convocado a trabalho, provavelmente deixarei esse passar. Cada um faz o que quer e ninguém perturba ninguém. Assim a vida fica mais bonita e produtiva.

Transformers: O Último Cavaleiro estreia dia 20 de Junho nos cinemas.