Andy Serkis filmando as cenas de César em Planeta dos Macacos: A Guerra.

A grande estreia da semana, sem dúvida nenhuma, é a terceira parte da nova trilogia de Planeta dos Macacos, que chega aos cinemas quinta-feira (03). Em entrevista coletiva concedida na terça-feira (01) em São Paulo, o ator Andy Serkis, interprete do líder César, detalhou sua participação na produção e defendeu mais uma vez o método da captura de movimento – técnica responsável por transformar os movimentos dos atores em personagens digitais.

O ator, que ficou conhecido por fazer o Gollum em O Senhor dos Anéis e repete pela terceira vez seu papel em Planeta dos Macacos, explicou que a captura de movimentos é apenas uma tecnologia e não um método de atuação. Dessa maneira, o que faz tal personagem ser realmente bom é o ator por traz de todo aquele aparato digital. Serkis comenta que seu trabalho é justamente trazer o lado humano para seu personagem, no caso um primata superdotado – para ele, é isso em que consiste a atuação.

O ator defende que qualquer trabalho em captura de movimento deve ser considerado como uma atuação e levado em conta nas grandes premiações. O protagonista de Planeta dos Macacos disse que a captura de movimento é muito mais do que oferecer referências digitais para a pós-produção, mas sim sobre quais possibilidades o ator pode oferecer e acrescentar no set de filmagem.


Neste filme, por exemplo, Serkis diz que concedeu a Cesar sua maior jornada interior dos três capítulos: se antes o personagem poderia ser como um bebê prodígio no primeiro filme, ou um líder político no segundo, agora César é construído como se estivesse tornando-se uma lenda, e isso ocorre através de uma perspectiva completamente emocional e psicológica. Serkis afirma que o filme passa a possuir os olhos de César e isso faz com que esse seja um trabalho de atuação totalmente diferenciado.

O ator inglês diz que é extremamente satisfatório apresentar um trabalho como Planeta dos Macacos: A Guerra, um filme com escala global que possui traços bastante incomuns aos grandes filmes do ano. Para ele, essa carga emocional e o forte poder empático dos personagens são o grande diferencial do longa. Em breve o trabalho de Serkis e Planeta dos Macacos: A Guerra poderá ser conferido nos cinemas.