Depois da participação na CCXP do novo filme de Jurassic World, com direito a orquestra tocando o clássico tema do primeiro filme e o trailer exclusivo do novo longa, o diretor J. A. Bayona, e o roteirista e produtor, Colin Trevorrow, cederam uma coletiva de imprensa em São Paulo, onde o diretor classificou como emocionante aquele primeiro contato entre o público e as imagens do filme, uma vez que ele passou um longo e trabalhoso tempo supervisionando o trabalho de criação de efeitos visuais. Ver aquele trabalho pronto e se relacionando com o público foi algo importante e especial para o diretor.

O espanhol ressaltou a responsabilidade de estar a frente da franquia e diz que seu trabalho não é fazer algo do zero, nem reinventar aquele universo, mas que ele faz parte de um seleto grupo que pôde contribuir para esse mundo, citando a participação de Spielberg e do próprio Trevorrow, algo que lhe deixa muito grato. Conhecido por obras como Sete Minutos Depois da Meia Noite, O Impossível e O Orfanato, Bayona disse que sempre esteve interessado em contar boas histórias, mas que a bagagem com efeitos visuais o ajudou em Jurassic World: Reino Ameaçado e ainda se demonstrou um grande defensor da computação gráfica, dizendo que através dela pode ser realizado um filme belo e interessante, que às vezes necessita distanciar-se da realidade para criar algo diferente.

Trevorrow, que dirigiu o filme anterior, demonstrou apoio ao colega, dizendo que chamou Bayona, pois não queria apenas um filme de ação comum e o diretor é extremamente capaz de entregar muito mais. O produtor e roteirista disse que a ideia era continuar com a premissa existente desde o primeiro filme da saga, e que haverá nesse segundo Jurassic World um típico suspense claustrofóbico.


Ele também contou que a franquia não se sustenta apenas com a criação de grandes sequências de ação ou da inserção de novos e grandiosos dinossauros, mas que é importante possuir personagens que realmente se relacionem com o público, só assim é possível caminhar com uma série cinematográfica. Para Trevorow o tema central da nova aventura é a responsabilidade dos seres humanos com aquilo que ele cria, e quais são as consequências que aquelas invenções possuem para o ambiente em que se vive.

Ele também comentou que o trailer é muito diferente do que o filme realmente é, afirmando que Jurassic World: Reino Ameaçado terá muitas coisas que ainda não estão ali. Algo que aguça ainda mais a curiosidade para o novo filme da franquia. A continuação de Jurassic World chegará aos cinemas em junho do ano que vem.