Com mais de vinte anos de carreira, o ator Murilo Benício tem em O Animal Cordial um desafio e tanto ao dar vida a Inácio, homem de poucas palavras, culto, rude, dono de um restaurante que por conta de um assalto traz à tona todo o lado animal de um certo “homem cordial”.

O estabelecimento – com toda a sua elegância – coloca em evidência questões sociais como as relações entre empregados e patrões, ricos e pobres, homens e mulheres, brancos e negros e a mais pura violência com muito sangue e uma trilha sonora à altura.

Ao lado de Murilo, Luciana Paes, Ernani Moraes, Camila Morgado, Irandhir Santos, Humberto Carrão, entre outros, estrelam o filme, sob a direção e o roteiro de Gabriela Amaral Almeida, que marca história ao dirigir o primeiro slasher movie (subgêneros do terror) no Brasil.

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O Animal Cordial fez sua estreia mundial em 2017 no 21º Fantasia International Film Festival no Canadá. Depois seguiu para Sitges (Espanha), L’Etrange (França), Razor Reel Flanders Film Festival (Bélgica). Por aqui foi exibido em novembro no Festival Internacional de Cinema do Rio, que rendeu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator.

Em entrevista ao Observatório do Cinema, Murilo Benício revelou curiosidades e o processo de pesquisa do filme que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (09), com a classificação indicativa de 18 anos.

Crítica | O Animal Cordial

Confira:

Referências entre Relatos Selvagens e O Animal Cordial

“Relatos Selvagens [Damián Szifron, 2014] é um filme de ideias brilhantes, mas ele não se aprofunda do jeito que este filme se aprofunda. A gente fala de uma ideia só. [O Animal Cordial] Tem o romance, a relação de amor, paixão, o sexo da personagem da Luciana (Sara) com o Ignácio naquela loucura toda.”

Construção do personagem

“A construção foi muito junto deles [dos atores], mais improvisações e com a Gabriela. É um filme que te leva emocionalmente pra outro lugar. Não pensei no físico, mas manter esse estado [psicológico] foi o mais difícil.

Está tudo tão previsível… É uma oportunidade impar para nós artistas. Estamos passando por uma crise muito grande de ideias, assinaturas.”

Assista à cena mais difícil de ser filmada do terror brasileiro

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