Primeira mulher no Brasil a assinar o roteiro e a direção de um longa de terror do estilo slasher movie, O Animal Cordial, Gabriela Amaral de Almeida e o produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features, enfrentaram um desafio e tanto por conta da classificação de 18 anos imposta ao filme.

Repleto de cenas de violência, tortura, suspense, estupro e até sexo, o filme protagonizado por Murilo Benício reúne nomes de peso como Luciana Paes, Ernani Moraes, Camila Morgado, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Jiddu Pinheiro, entre outros.

O Animal Cordial chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (9), mas fez sua estreia mundial em 2017 no 21º Fantasia International Film Festival no Canadá. Depois seguiu para Sitges (Espanha), L’Etrange (França), Razor Reel Flanders Film Festival (Bélgica). Por aqui foi exibido em novembro no Festival Internacional de Cinema do Rio.


Premiado, O Animal Cordial rendeu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio, já Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida levaram os prêmios de melhor atriz e diretora no FantasPoa 2018.

Em entrevista ao Observatório do Cinema, o produtor Rodrigo Teixeira, responsável pelo indicado ao Oscar Me Chame pelo Seu Nome, falou sobre a classificação indicativa de O Animal Cordial e o preconceito que os brasileiros carregam em relação às produções nacionais.

Crítica | O Animal Cordial

“Manter o estado psicológico foi o mais difícil”, diz Murilo Benício sobre filme de terror

Classificação indicativa

“Vamos batalhar por esse público. Ele existe. Estamos sempre lutando não importa a classificação. Temos que encontrar, formar esse público. Esse filme foi feito por várias lutas. As pessoas têm um certo preconceito com cinema brasileiro. É um erro.”

Preconceito com o cinema brasileiro

“Acredito que o público do cinema nacional não está fácil de se encontar. As pessoas têm um certo preconceito com cinema brasileiro. É um erro.”