O futuro do Universo DC nos cinemas ficou em xeque novamente hoje, quando o THR reportou que Henry Cavill não interpretaria mais o Superman nos cinemas. Após a grande turbulência gerada, tanto a representante de Cavill, quanto a Warner se posicionaram sobre o assunto, e parece que ele ainda permanece como o herói.

Mas não sentimos tanta certeza na resposta da Warner, que poderia ter simplesmente dito algo como “Cavill continua sendo o Superman”, mas acabou deixando o assunto no ar, com a declaração:

“Ainda que nenhuma decisão tenha sido feita em relação a futuros filmes do Superman, sempre tivemos grande respeito e uma ótima relação com Henry Cavill e isso permanece sem mudanças”

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Portanto, é inteiramente possível que vejamos uma troca do ator, não hoje ou amanhã, mas nas próximas semanas, meses, ou até anos. Por que essa demora? Pois, aparentemente, o foco da Warner está mudando para a Supergirl, além, claro, dos longas do Aquaman, Shazam! e Mulher-Maravilha – esses três últimos já sendo filmados.

Segundo as fontes do THR, a Warner busca resetar o Universo DC nos cinemas – não muito diferente do que já foi feito dezenas de vezes nos quadrinhos – possivelmente dando mais destaque a Kara Zor-El.

Considerando o sucesso de Mulher-Maravilha, o único dos recentes filmes da DC que foi universalmente bem recebido, não é grande surpresa uma possível tentativa de colocar Kara, a Supergirl, em papel de destaque.

Filme de Supergirl é “prioridade” após saída de Henry Cavill da DC

Nas próprias HQs, a heroína já tomou a dianteira algumas vezes, quando seu primo, o Superman, estava indisposto, ou ocupado com outra questão. É exatamente isso o que podemos ver nos vindouros filmes, que devem seguir por uma nova direção, conforme reportado pelo THR. Mas e onde fica Clark Kent nessa história?

Aqui a questão fica um pouco mais complicada, visto que a Warner já desperdiçou a chance de deixá-lo afastado após sua morte – seu retorno em Liga da Justiça acabou com qualquer possibilidade de aproveitarem a ressurreição do personagem para trocar o ator.

Evidente que o estúdio pode optar por um caminho similar aos filmes de James Bond, simplesmente ignorando a brusca mudança na aparência. De fato, é bastante provável que isso irá acontecer – afinal, o “reset” falado ali em cima não afetará todos os filmes já em desenvolvimento (Mulher-Maravilha 1984, por exemplo).

O foco na Supergirl, felizmente, permite que o seu primo fique ausente por um tempo. Já teremos uma kryptoniana na Terra e com tantos outros personagens a serem explorados, a Warner pode muito bem preencher sua grade de filmes até anunciar um novo longa-metragem do Superman, o que pode (e deve) acontecer apenas daqui a alguns anos, provavelmente após vermos Aquaman, Shazam, Mulher-Maravilha, Aves de Rapina, Esquadrão Suicida 2, Flash, Supergirl, The Batman e Tropa dos Lanternas Verdes. Alguns desses, como já falado antes, já estão em desenvolvimento, enquanto outros estão nos seus estágios iniciais.

Dito isso, se levarmos em conta o esquema de lançar dois filmes por ano (se seguirmos o ano que vem como base), teremos de aguardar, na melhor das hipóteses, de 3 a 4 anos por um filme do kryptoniano, o que garante muito tempo para a Warner considerar calmamente se irá manter Cavill no papel ou não, além de dar espaço para que as pessoas desvinculem a imagem do ator do personagem.

Sim, isso parece um tanto difícil de acontecer, mas vale lembrar que vimos Cavill como o herói no ano passado, em Liga da Justiça – daqui a 3, 4, ou até 5 anos essa memória não estará tão fresca (afinal, a maioria quer mesmo esquecer de Liga da Justiça ) e a transição será bem mais fácil.

Aliás, todos esses filmes podem chegar a mencionar Kal-El, até mesmo fazer o personagem sumir, na história, por um tempo e conseguimos pensar nas mais variadas razões, que vão desde a aposentadoria temporária (nada incomum nas HQs), até o simples sumiço repentino, o que permitiria que outros assumissem um papel mais importante na defesa da Terra.

Vale lembrar que Henry Cavill irá estrelar a série The Witcher, da Netflix, que deve estrear já em 2019 – portanto não mais pensaremos nele unicamente como o herói da DC, agora que ele traz um outro papel de destaque em seu currículo.

Não se passa de teoria, é claro, mas apostaria que estamos diante de um leve reboot desse universo, que deve mudar bastante coisa daqui para a frente – incluindo tom dos filmes – mas não tudo.

Resta apenas torcer para que a DC e a Warner tenham aprendido com seus erros, entrando em uma possível nova fase mais marcada por acertos.

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