Durante a San Diego Comic-Con 2018, foram anunciadas várias mudanças para o futuro da série.

Apesar de ser o nono ano da série em atividade, esses episódios, que irão começar no dia 7 de outubro, marcam um reinício para essa obra que já havia perdendo sua identidade com os fãs há algum tempo. Angela Kang, como a nova showrunner, prometeu que novidades virão, algo que esse seriado precisava a bastante tempo.

Adeus dos velhos personagens?

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É importante iniciar lembrando que esse será o fim de Andrew Lincoln com seu papel de Rick Grimes, o protagonista. Será que uma derrocada vai ser vista para com o seu personagem principal? É difícil pensar por esse lado até porque a série de zumbis teve costume de matar seus personagens em momentos importantes, algo que talvez não aconteça com Lincoln, já que ele estará apenas nos seus próximos capítulos.

Esse também poderá ser o final do arco de Maggie, interpretada pela atriz Lauren Cohan. Ela teve uma briga por aumento de salário e questões contratuais, o que a fez fechar com a AMC (canal em que passa a obra) e ser protagonista de Whiskey Cavalier, nova produção da ABC. Se essa segunda fazer um sucesso e atrair um bom público, é provável que Cohan esteja em seu fim derradeiro com os mortos-vivos.

Saindo dos bastidores e entrando de vez na narrativa dessa nona temporada de The Walking Dead, foi confirmado que ocorrerá um salto temporal. O antigo roteirista-chefe, Scott Gimple, falou inclusive, em entrevista a EW, que o final do último ano “serviu como uma conclusão das oito primeiras temporadas”. É o fechamento de um ciclo que começou em 2010 e a busca por atrair uma nova audiência, quase como se a trama estivesse reiniciando. Entretanto, esse fato não é novo dentro dessa história, já que irá se basear na passagem de tempo que acontece também nas HQ’s que dão origem a série, após o arco da guerra contra Negan.

O que mudará na história?

Com isso, um mundo novo virá à tona, porque aquele resquício de tecnologia que ainda existia, se acabou por completo. Não existe mais luz direito e nem como conseguir pegar algum sinal. Os personagens da trama vão estar em uma espécie de realidade alternativa dentro desse mesmo mundo dominado pelos mortos. Será possível ver lamparinas, mais facas e arcos sendo utilizados como ferramentas de combate e, até, cavalos com muito mais destaque como meios de locomoção. O visual será quase de um faroeste, como Kang revelou.

Esse será o momento ideal para que, como anunciado durante a Comic-Con, oito novos rostos – todos conhecidos já pelos fãs dos quadrinhos de Robert Kirkman – venham à tona. O maior destaque fica em torno da vilã Alpha, que será feita por Samantha Morton. Ela será a líder do grupo dos Sussurradores, que anda com pele de zumbis por cima de seu corpo, quase como uma fantasia. Eles andam lentamente, assim como os mortos, e se utilizam dessa camuflagem para nunca serem realmente atacados por nenhum desses devoradores de carne. Além disso, o nome deles vem por não falarem mais alto que um sussurro, com o objetivo de nunca chamarem atenção dos zumbis.

Com todas essas novidades, a nona temporada de The Walking Dead irá chegar quase como um reboot desse universo amado por muitos. Talvez seja, do mesmo modo, uma oportunidade perfeita para que os curiosos comecem a assistir. Se o propósito é chegar a diversos anos com o seriado em atividade, esse possivelmente era um momento perfeito, até porque 115 episódios talvez seria o momento ideal de tudo isso acabar, entretanto só o futuro vai poder dizer o que esse mundo tem ainda como oferecer para o público.

Como a 9ª temporada pode seguir em frente sem Rick

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