Vingadores: Ultimato está fazendo muito sucesso ao redor do mundo. O filme que celebra os 11 anos do MCU encerrou a Saga do Infinito e corrigiu muitas falhas do Universo Marvel, incluindo uma muito importante, que é a inconsistência da franquia no quesito trilha sonora.

Apesar do tema dos Vingadores ser extremamente marcante, muitos fãs sentem que as trilhas sonoras instrumentais dos filmes não são tão interessantes assim e que faltam novos temas marcantes para os personagens. Com exceção a trilha de Ludwig Göransson para Pantera Negra, que é de fato um diferencial, os filmes da Marvel não costumam se destacar tanto pela trilha sonora. Bem, Vingadores: Ultimato veio para mudar isso.

Nesse artigo, o ScreenRant discute a importância e o impacto da trilha sonora de Alan Silvestri em Vingadores: Ultimato.


O que faltou nos outros filmes

Dentre diversos fatores utilizados para contar uma história, a trilha sonora é um dos mais sutis e impactantes de todos quando é usada de maneira correta. Super-heróis icônicos como Homem-Aranha, Superman e Batman possuem temas emblemáticos, que são utilizados em todas as mídias em que os personagens aparecem. Antes de Vingadores: Ultimato, o MCU tinha falhado completamente nesse aspecto.

O Homem de Ferro é um bom exemplo disso. O personagem é o maior herói de Vingadores: Ultimato e da Marvel nos cinemas, já estando estabelecido como um dos heróis mais icônicos de todos os tempos para o público geral. Mesmo assim, o personagem não tem um tema definido, não tem uma trilha sonora marcante que indica sua presença na história.  Isso pode ser justificado pelo fato da Marvel ter escolhido três compositores diferentes para os três filmes do Homem de Ferro, o que certamente atrapalhou na criação de um tema único e especial que marcasse o personagem.

Se a Marvel quer construir um universo compartilhado e conectado, as trilhas de seus filmes tem que conversar entre si. Exemplos disso não faltam, franquias como Star Wars e Senhor dos Anéis fazem o uso constante de trilhas que remetem a lugares, personagens e narrativas de um jeito que faz qualquer fã arrepiar. Bem, parece que apesar dos erros, em Vingadores: Ultimato aprendeu a lição.

A trilha de Vingadores: Ultimato

Uma coisa que Vingadores: Ultimato passa a fazer para resolver o problema da falta de identidade na trilha sonora é usar trilhas de filmes anteriores ao longo do filme. Esses temas não estão no álbum oficial da trilha do filme, mas podem ser ouvidos ao longo das cenas. Temas como o do Capitão América, composto por Alan Silvestri, o tema do Doutor Estranho, criado por Michael Giacchino e o do Homem-Formiga, feito por Christophe Beck são bons exemplos disso.

Com isso, os fãs mais dedicados poderão identificar na trilha sonora uma menção singela a um lugar, personagem ou temática, que faz com que a história se torne muito mais rica. Quanto mais o MCU utilizar o tema individual de seus personagens nos filmes, mais forte será esse sentimento. Uma saga que utiliza muito dessa técnica é a já citada saga Star Wars. Quando ouvimos a Marcha Imperial de John Williams, nós automaticamente sabemos que algo relacionado ao Darth Vader vai aparecer. Por meio dessa integração e apropriação de trilhas sonoras de filmes anteriores, Vingadores: Ultimato passa a construir um universo ainda mais consistente e coeso, algo que só enriquece a experiência dos fãs.

Vingadores: Ultimato segue em exibição nos cinemas.