Geralmente, ninguém assiste os filmes do Godzilla por seus personagens humanos. Porém, segundo um artigo do site CBR, os humanos de Godzilla 2: Rei dos Monstros são piores do que o filme de 2014.

Embora o filme arrase no design dos kaijus e efeitos especiais, a história humana deixou a desejar, principalmente pelas atitudes discutíveis da Dra. Emma Russell, personagem de Vera Farmiga.

Uma mãe terrível

A culpa dos problemas de Emma Russell não é de Vera Farmiga. A excelente atriz faz o que pode com o roteiro, mas não há performance que salve uma personagem mal escrita.


As motivações da personagem são confusas. No início ela se apresenta como uma espécie de vilã, e outros personagens acreditam que ela está louca.

Andrew, o filho de Emma, morreu há 5 anos, no ataque de Godzilla a São Francisco. Ela e seu ex-marido se separaram e a cientista ficou com a guarda da filha Madison, interpretada por Millie Bobby Brown.

Em uma atitude realmente sem sentido, ela traz a garota para bases secretas da Monarch e deixa a filha interagir com os Titãs.

Esse descuido com a segurança da filha não faz sentido vindo de uma personagem que devia se comportar de maneira exatamente oposta. Emma pode ser “louca”, mas não é burra. Pelo contrário, é uma cientista brilhante que inventou a Orca, um dispositivo que possibilita a comunicação com os Titãs.

No site oficial do filme, Emma é descrita como uma “mãe dedicada”, então suas atitudes em relação à filha não fazem nenhum sentido.

O plano

Antes do final de Godzilla 2: Rei dos Monstros, Emma explica seu plano, e afirma que Maddy foi treinada para interagir com os Titãs, o que levanta mais dúvidas do que responde as questões já propostas.

Se o filme tivesse mostrado a garota treinando, seria outra história. Como esse fato só é citado uma vez, ele parece não fazer sentido e nem ter lugar no enredo do filme.

Godzilla 2: Rei dos Monstros conseguiu desperdiçar uma das melhores atrizes do elenco em uma personagem que não faz sentido, e no final acaba irritando o público.