O painel da Marvel Studios na San Diego Comic-Con foi mais surpreendente do que os fãs poderiam imaginar. Por mais que não tenhamos tido Quarteto Fantástico ou X-Men, muitos anúncios bombásticos chamaram nossa atenção, mas há um deles que brilha de forma mais distinta do que os demais. Em certo momento da apresentação no último sábado (20), o diretor Taika Waititi e os astros Chris Hemsworth e Tessa Thompson subiram ao palco para falar do recém-anunciado quarto filme do Thor.

Eis que o filme ganhou seu título oficial, Thor: Love and Thunder, que em tradução literal seria algo como “Thor: Amor e Trovão”. Mas a grande bomba veio quando Hemsworth anunciou que o longa introduziria a versão feminina do Deus do Trovão: Jane Foster, que será vivida por ninguém menos do que Natalie Portman, que interpretou a personagem nos dois primeiros filmes solo de Thor, e agora está de volta ao MCU com força total. É uma notícia surpreendente, afinal a saída da atriz após Thor: O Mundo Sombrio não foi das mais tranquilas, com a atriz ficando insatisfeita com o tratamento do estúdio em relação a Patty Jenkins, que seria a primeira opção para dirigir o filme.

Pelo visto, são águas passadas. Portman apareceu no palco do Hall H da San Diego Comic-Con e literalmente levantou o Mjolnir, e os fãs já começam a especular sobre o que isso significa para o vindouro filme de Taika Waititi. Claro, os conhecedores dos quadrinhos não acham isso nem um pouco estranho, já que a ideia de Jane Foster assumir o martelo de Thor e se tornar a nova Deusa do Trovão já aconteceu nas HQs.


A origem da Deusa do Trovão nos Quadrinhos

A história de Jane Foster assumindo os poderes de Thor tem início em Thor: God of Thunder #12, quando a personagem é diagnosticada com câncer de mama em um estágio avançado. Retornando imediatamente para a Terra, Thor insistiu para que ele a deixasse levar para Asgard, onde poderia usar de meios mágicos para curá-la. Porém, sendo uma mulher da ciência, ela recusa o tratamento para tentar tudo o que é possível na Terra. Quando Thor perde uma batalha importante e, no processo, torna-se indigno de levantar o Mjolnir, ele magicamente encontra Jane Foster, que o levanta graças à bondade de seu coração: nasce a Deusa do Trovão.

Como heroína, Jane enfrentou alguns vilões icônicos do Deus do Trovão como Malekith e os Gigantes de Gelo, demonstrando um nível de controle de Mjölnir que o próprio Thor jamais havia demonstrado. Ela era agora capaz de liberar habilidades do martelo que nunca foram utilizadas pelo Filho de Odin. E isso começou a atrair a atenção dos asgardianos, que logo iniciaram uma campanha para tentar controlar seu poder e desafiá-la – sem a ciência de quem era a mulher que agora estava de posse do Mjolnir. Quando Thor descobre que era ela, desiste do conflito e aceita que sua amada seja a nova Deusa do Trovão.

Entre suas aventuras, Jane Foster passou por uma nova versão das Guerras Secretas e até se juntou aos Vingadores – inclusive tendo um caso amoroso com o Capitão América de Sam Wilson.

O que podemos esperar da Jane Foster de Natalie Portman como Thor no MCU? Finalmente o estúdio poderá aproveitar o grande talento da atriz, sempre desperdiçada em um romance bobinho nos primeiros filmes do herói. Poderemos ver Portman como uma das próximas grandes heroínas femininas do MCU, já pavimentando o caminho para o sonhado filme da A-Force.

E conhecendo o trabalho de Taika Waititi, há outra coisa muito interessante que acontece com Jane nos quadrinhos. No recente arco da Guerra dos Reinos, ela se torna uma Valquíria, e não duvido que isso também possa acontecer, afinal a guerreira de Tessa Thompson também está em Love and Thunder. Como alguém que não tem interesse em mais aventuras do Thor do homem responsável por Thor: Ragnarok, confesso que estou um pouco mais curioso.

Thor: Love and Thunder estreia nos cinemas em 5 de novembro de 2021.