A Netflix está mesmo em crise. Depois de cancelar a animação Tuca & Bertie e o drama Designated Survivor, nesta semana foi a vez de The OA encontrar o seu fim precoce.

A série, que tinha um planejamento de cinco temporadas, foi cancelada apenas depois de seu segundo ano. Chambers, One Day at a Time e Santa Clarita Diet são outros exemplos de séries que acabam precocemente graças à Netflix.

Afinal, porque isso está acontecendo? Qual o objetivo da Netflix em cancelar tantas produções? Em um artigo, o Digital Spy discutiu a crise da Netflix.


Perda de assinantes?

Apesar dos analistas afirmarem que a Netflix não deve perder tantos assinantes com o cancelamento dessas séries já citadas, é importante notar que isso não muda o fato de que o público está começando a ficar ressentido com esses cancelamentos.

Dizer que “sente muito” ao cancelar séries não adianta. Os fãs se sentem representados por séries da Netflix, especialmente no caso de produções como Sense8 e One Day at a Time, que representam parcelas minoritárias da sociedade que raramente se vêem nas produções hollywoodianas – como a população LGBTQ+.

Além disso, é frustante tanto para o público, quanto para os criadores das produções, o fato de muitas histórias ficarem sem final. Quem vai querer assistir The OA agora, sabendo que a série nunca foi concluída da maneira que deveria?

A Netflix corre um sério risco em perder assinantes à longo prazo, especialmente com os concorrentes de peso que estão vindo por aí…

Concorrentes podem derrubar o reinado da Netflix

O império pode mesmo estar chegando ao fim. Com a saída de séries populares como Friends e The Office da Netflix – ambas foram requisitadas para outros serviços de streaming – a Netflix terá que se apoiar em sua programação original, mas existe um grande problema nisso.

Quem vai assistir uma série original da Netflix sabendo que ela pode ser cancelada a qualquer momento? Esses foram os casos de One Day at a Time, Sense8, The OA e muitas outras séries, que do dia pra noite tiveram seu fim decretado precocemente.

Com isso, serviços de streaming como o Hulu, a Amazon Prime e em especial o Disney+ e o HBO Max, podem acabar tirando a coroa da Netflix, justamente por produzirem conteúdos originais que apresentam um começo, meio e fim definido.

Uma pesquisa encomendada pelo Streaming Observer aponta que cerca 8,7 milhões de assinantes podem deixar a Netflix com a chegada do Disney+. No fim das contas, poucas pessoas possuem condições financeiras para pagar mais de um serviço de streaming, fazendo com que elas tenham que apostar em apenas uma plataforma.

Afinal, quem vai apostar em um serviço que encerra suas próprias produções originais sem dar a elas um final digno? Não sabemos onde isso vai dar ainda, mas é certo que a Netflix está jogando um jogo perigoso no momento…