Rambo: Até o Fim é a quinta parte da franquia de ação de longa duração, com Sylvester Stallone reprisando seu papel como o veterano da Guerra do Vietnã John Rambo, que agora está tentando viver em paz com sua família em uma fazenda no Arizona.

No entanto, por mais que o diretor Adrian Grunberg tente acender as chamas da nostalgia, o filme é divisivo, com o criador do personagem, o autor David Morrell, também criticando a sequência.

Apesar de Stallone co-escrever todos os filmes da série e dirigir Rambo em 2008, Rambo: Até o Fim não tem a magia daqueles que vieram antes dele. De fato, Até o Fim destaca uma questão maior: que Hollywood precisa parar de produzir sequências de filmes de ação dos anos 80.


Sem a mesma essência

Enquanto Rambo: Até o Fim está recebendo críticas por diversos motivos, é simplesmente um filme conturbado com Rambo distribuindo sua sangrenta marca de justiça de maneira brutal. No entanto, a ideia de Rambo indo para as selvas e embarcando em missões para áreas como o Afeganistão e a Birmânia para resgatar prisioneiros de guerra ou civis não existe aqui.

Tê-lo no México para recuperar sua sobrinha, Gabrielle, pode adicionar um toque pessoal, mas é o mesmo que qualquer história de vigilante comum, como Sentença de Morte.

É só até o final do terceiro ato que sentimos o verdadeiro Rambo, quando bola armadilhas e começa a mutilar seus rivais. No entanto, com um personagem tão icônico, ele precisa se destacar desde o início e, infelizmente, você não poderia dizer que este é um filme de Rambo a menos que ele fosse mencionado pelo nome.

Parece que Sylvester Stallone está simplesmente produzindo um filme de ação genérico com um enredo desconectado do personagem-título bem estabelecido. Se não fossem armas de assinatura como faca, arco e flecha, o público provavelmente nunca associaria a história a John Rambo.

Seguindo em frente

O problema é que esses conceitos e histórias têm uma vida útil limitada, e o Rambo de Stallone já passou da data de validade. Honestamente, por quanto tempo Hollywood pode arrastar algo assim? Teremos mais disso com Arnold Schwarzenegger retornando para O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, que também é uma franquia que fracassou desde o segundo filme, em 1992.

Basicamente, tudo o que precisava ser dito já estava detalhado e o Dia do Julgamento foi evitado. No entanto, Hollywood insiste em produzir mais. Isso também se aplica a John McLane, de Bruce Willis, nos filmes de Duro de Matar, onde as sequências continuam repetindo tramas terroristas de maneira inacreditável e risível.

Mais uma vez, existem tantos outros ataques de vingança ou terrorismo que poderiam abordar e realmente é hora desses estúdios acabarem com essas viagens ao passado e esquecerem a nostalgia, tudo para que possam preservar os clássicos como obras de ação atemporais.

Forçar sequências simplesmente desonra os personagens e as histórias em questão, o que é uma noção assustadora, uma vez que novas ideias nesse gênero se mostraram bem-sucedidas, como John Wick, que personifica o espírito desses filmes antigos, sem mencionar filmes modernos como Loira Atômica.

Hollywood deve seguir criando novas propriedades, enquanto usa os erros de filmes como Rambo: Até o Fim, O Predador, de Shane Black, e Um Bom Dia para Morrer, para traçar um caminho adequado. Essas histórias não foram criadas para tratar de heróis vivendo para sempre, personagens herdando mantos ou décadas de expansão. Eram tramas finitas e, com o passar do tempo, é comum que permaneçam no passado, dando espaço para coisas novas.