Na vida real, morar em Riverdale deve ser um inferno. Praticamente todos os habitantes da cidade estão envolvidos em algum tipo de falcatrua, atividade criminosa ou no mínimo questionável. No entanto, em um quesito, a cidade fictícia supera muitas da TV: representatividade.

Riverdale estabelece seus personagens LGBTs logo no primeiro episódio, quando Kevin e Moose se beijam e são interrompidos pela horrível descoberta do corpo de Jason Blossom. Desde então, a maioria dos personagens explorou sua sexualidade de um jeito ou de outro.

A importância dos bissexuais

Como já foi citado, Riverdale não encontra problemas em explorar o espectro da sexualidade de seus personagens. A série se destaca em mostrar homens e mulheres dispostos a experimentar e testar os limites de suas percepções sexuais, muitos deles abraçando inteiramente a bissexualidade.


Cheryl Blossom passou por uma jornada e tanto em Riverdale até finalmente engatar em um relacionamento sério com Toni Topaz, que também é bissexual.

No entanto, na exploração da sexualidade dos garotos de Riverdale, a série esbarra em um território complicado, mesmo tentando ao máximo utilizar uma representação justa.

Sexualidade masculina

Vários dos personagens masculinos de Riverdale já se envolveram em situações de exploração de descobrimento de suas sexualidades, mesmo que eles não se considerem necessariamente gays ou bissexuais.

Archie Andrews, o protagonista da série, encontra em Veronica seu grande amor e fica com ela durante grande parte da série. No entanto, quando ele está na cadeia, Archie encontra uma maneira de explorar sua sexualidade com um beijo intenso em Joaquin DeSantos.

O próprio Joaquin conseguiu escapar dos clichês da masculinidade tóxica ao se envolver em um relacionamento sincero e cativante com Kevin, antes deste ser assassinado.

Kevin também passou por poucas e boas em seu relacionamento com Moose, que na época ainda estava no armário e havia namorado a falecida Midge Klump.

No entanto, o principal problema de Riverdale ao retratar homens bissexuais é um clichê prevalente na representação desta orientação sexual. Muitas vezes, os personagens utilizam sua sexualidade ou sedução para se dar bem ou conseguir seus objetivos.

Isso influencia na percepção que a maioria dos bissexuais são promíscuos ou “trocam” de orientação sexual de acordo com a necessidade.

Jughead

O problema de Jughead é um caso à parte. Nas HQs, o personagem já foi descrito como assexual, e muitos fãs acreditavam que essa característica seria transportada para a série. No entanto, pelo menos até agora, Jughead não expressou em nenhum momento sua falta de desejo sexual.

Roberto Aguirre-Sacasa, o criador da série, já afirmou que pretende explorar mais esse lado da sexualidade do personagem no futuro, mas ainda não sabemos como isso vai acontecer.

Você viu que Lili Reinhart, a Betty Cooper, se revoltou e disse que os fãs “não sabem merda nenhuma”? O próprio Cole Sprouse, que vive Jughead na série, comentou os rumores de separação. O ator também disse que gostaria de trabalhar de novo com seu irmão gêmeo. Conheça o vilão da 4ª temporada e muito mais no Observatório de Séries.

A representatividade para assexuais é algo quase inexistente na TV, por isso muitos ficaram frustrados quando Riverdale escolheu retratar Jughead de maneira diferente.