CONTÉM SPOILERS

Durante a maior parte do tempo, Malévola: Dona do Mal explora seu enorme mundo de fantasia. Ou seja, Malévola (Angelina Jolie) conhece mais personagens de sua espécie, incluindo Conall (Chiwetel Ejiofor) e Borra (Ed Skrein).

O relacionamento entre esses dois personagens é definido por uma disputa sobre o curso de ação que devem tomar. Isto estabelece um paralelo interessante com outra propriedade recém-adquirida da Disney: X-Men.


Na verdade, Malévola: Dona do Mal parece ter se inspirado mais nos quadrinhos dos X-Men do que na animação A Bela Adormecida. Vamos explicar.

O debate

Depois de ser gravemente ferida em um jantar desastroso com a família de Phillip (Harris Dickinson), Malévola é salva por Conall. Companheiro das fadas das trevas, ele a leva para sua casa secreta, o último santuário para todas as fadas das trevas restantes do mundo.

Malévola acorda entre um grande debate entre Conall e Borra. Borra quer reunir todas as fadas das trevas de outros países para entrar em guerra com os humanos e retomar suas casas originais.

Conall, por outro lado, acredita que a guerra condenaria sua espécie. Ele acredita que, em vez disso, eles devem continuar se escondendo da humanidade ou encontrar uma maneira de coexistir com eles pacificamente.

Os dois homens veem Malévola como um meio para seus objetivos. O poder mágico e destrutivo de Malévola poderia derrubar exércitos por conta própria.

Se Borra puder recrutá-la para seu lado, as fadas negras podem ter uma chance de ganhar a guerra contra os humanos. Mas Conall aponta que o verdadeiro amor materno de Malévola por Aurora (Elle Fanning) é prova de que as duas espécies podem encontrar uma maneira de viver em harmonia.

Ética de luta

O debate é muito parecido com os temas gerais de X-Men. Como as fadas das trevas, os mutantes em X-Men são perseguidos e frequentemente forçados a fugir dos humanos que pretendem prejudicá-los.

Os oprimidos encontram um líder vingativo em Magneto, que quer conquistar a humanidade antes que eles acabem com todos os mutantes. Ele se opõe ao colega mutante Charles Xavier, que acredita que a paz pode ser encontrada entre humanos e mutantes.

Borra é como uma espécie de Magneto, tentando convencer seus companheiros que uma guerra é a única chance de sobreviver. Porém, assim como acontece em X-Men, embora Borra discorde de Conall, ele também se preocupa com ele.

Eles não se odeiam, mesmo estando em lados opostos. Existe um grande senso de comunidade entre eles.

Final feliz

Malévola: Dona do Mal chega ao fim de uma maneira adequada. Enquanto Borra mostra para Malévola todas as coisas ruins que os humanos causam para as fadas negras, eles são emboscados por um grupo de soldados.

Conall tenta salvá-los, mas leva vários tiros nas costas. Malévola e Borra mata todos os homens, depois fogem rapidamente com o mortalmente ferido Conall.

Apesar de seus ferimentos, Conall continua pregando paz ao resto de seu povo. Enfurecido por sua morte, Borra e as fadas das trevas começam uma guerra.

Malévola fica com Conall até que ele morra. Depois, vai à guerra. Malévola acaba repetindo o sacrifício de Conall para salvar Aurora da rainha Ingrith (Michelle Pfeifer), mas seu poder permite que ela se restaure.

Quando a raiva passa, Malévola percebe a verdade nas palavras de Conall. O ideal de paz teve um impacto, mas não apenas em Malévola.

Borra vê a lição acontecer diante dele quando é confrontado (e poupado) por Phillip, que promete ajudar a terminar a batalha. Borra se afasta da luta e não mata Ingrith quando tem a chance.

Após a batalha, ele faz as pazes com os humanos e se muda para os mouros com o resto das fadas das trevas. Ele até diz à Malévola que espera que Conall possa vez a paz que eles alcançaram.

É um fim agridoce, mas otimista, que raramente acontece na história dos X-Men. Por outro lado, Magneto encontrando uma chance de redenção é um conceito bastante frequente.

Malévola: Dona do Mal está em cartaz nos cinemas. A direção é de Joachim Rønning, de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar.