His Dark Materials, nova série da HBO e da BBC, que adapta a trilogia de Phillip Pullman, já mostrou em seu primeiro episódio que é totalmente diferente da adaptação cinematográfica, A Bússola de Ouro (2007).

Apesar da qualidade cinematográfica de A Bússola de Ouro – que até rendeu um Oscar de Efeitos Visuais para o longa – o filme fracassou em capturar o espírito e o tom dos livros, que são muito mais complexos e envolventes.

Felizmente, His Dark Materials já mostrou em seu primeiro episódio que tem muito mais capacidade em adaptar a obra original fielmente.


Em um artigo, o ScreenRant discutiu como His Dark Materials já corrigiu os problemas do filme original em seu primeiro episódio.

O Magistério é importante de fato

A decisão mais inteligente tomada no episódio piloto de His Dark Materials foi dar destaque para o Magistério.

Em His Dark Materials, o Magistério é um lugar muito maior e sombrio do que o de A Bússola de Ouro. Mesmo nos livros, o local demora a ser revelado como um “vilão” da história de fato.

Essa demora em transformar o Magistério em algo de fato gigantesco não funcionaria na televisão, já que tornaria a história muito monótona e desnecessariamente desfocada. Felizmente, His Dark Materials já mostrou logo a importância do Magistério, sem precisar jogar o óbvio na cara do espectador.

O Magistério só aparece em uma cena do episódio de estreia, mas ela é muito bem feita e já estabelece todo o poder que o governo vigente tem. Além disso, o local é mencionado ao longo de todo o episódio, construindo sim a ideia de que o Magistério é de fato o inimigo final da jovem Lyra (Dafne Keen) em His Dark Materials.

Com um roteiro sombrio, que não tem medo de descartar coisas do material original e adicionar novos elementos, His Dark Materials já mostrou que pretende ser bem diferente de A Bússola de Ouro, contando uma história mais dramática, séria e envolvente do que o colorido filme de 2007.

His Dark Materials está em exibição na HBO.