Os detalhes estão muito bem descritos e encadeados em Homem-Formiga. E detalhes são fundamentais neste filme. Baseado no personagem de quadrinhos criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby para a editora Marvel, esta obra conta o fundamental do Homem-Formiga para que aqueles que não acompanham as revistas em quadrinhos da editora possam entender a história sem problema alguma. E isto foi alcançado com sucesso.

O cientista Dr. Henry “Hank” Pym (Michael Douglas, de Wall Street – Poder e Cobiça) descobriu um tipo de partícula que pode alterar o espaço entre os átomos. Com receio de que ela seja usada de forma errada, ele esconde sua descoberta. Isto no final dos anos 80. Nos dias atuais, um engenheiro eletrônico, Scott Lang, (Paul Rudd, dos filmes Eu Te Amo, Cara e O Idiota Do Meu Irmão) que “assaltou” a empresa para qual trabalhava para devolver o dinheiro às pessoas que foram enganadas por ela, sai da prisão e tem que tentar arranjar um emprego para poder visitar a filha, Cassie (a jovem atriz de 7 anos, Abby Ryder Fortoson, em seu segundo filme) que mora com a mãe, Maggie (Judy Greer, dos filmes Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível) e o novo marido dela, o policial Paxton (Bobby Cannavale, do filme Blue Jasmine e da série Boardwalk Empire).

Dr. Hank Pym, atualmente aposentado, ao ser chamado à sua empresa para uma apresentação de seu antigo assistente, Darren Cross (Corey Stoll, das séries The Strain e House of Cards), percebe que seu antes pupilo e admirador está perto de descobrir por conta própria a partícula Pym e usá-la em um traje – Jaqueta Amarela – que poderá ser usado para formar um exército de micro-soldados. Com ajuda de sua filha, Hope van Dyne (Evangeline Lilly, dos dois últimos filmes da trilogia O Hobbit e da série Lost), Dr. Pym precisa roubar o traje e destruir toda e qualquer informação sobre estas descobertas e invenções. Ele acredita que quem poderá ajuda-lo nesta missão é Scott Lang. Assim, Scott é recrutado – de uma forma meio torta – por Hank para auxiliá-lo. Assim, é treinado por ele e por Hope e assume o traje do Homem-Formiga, pertencente anteriormente ao próprio cientista.


A ideia do filme foi criada por Edgar Wright e Joe Cornish. E o roteiro por – além de Wright e Cornish – Adam McKay e pelo próprio Paul Rudd. Apesar de ter sido escrita a oito mãos, a história, mesmo analisada a nível subatômico, não tem furos visíveis. Muito bem desenvolvida teve, também, uma edição muito bem feita. Isto tudo possibilitou um ritmo muito bom ao filme. Às vezes, não dando tempo até para a plateia absorver um pouco do que está sendo mostrado. Como dito anteriormente, eles conseguiram fazer um roteiro que não deixa ninguém para trás, mas também não entendia que conhece a história do Homem-formiga.

Todos os atores estão muito bem em seus papéis. Paul Rudd, como Homem-Formiga, caiu como uma luva – ou um traje – para o personagem. Ele está sarcasticamente engraçado quando a cena exige. Michael Douglas, como o cientista Hank Pym e o primeiro Homem-Formiga, também está muito bem. Evangeline Lilly, até por sua boa interpretação neste filme, poderá abrir uma nova franquia de filmes. Claro que ajuda os três principais personagens estarem em cena quase o tempo todo na maior parte do longa, mas a dinâmica e a química dos atores está muito boa também.

Os efeitos especiais estão muito bons e como tem sido comum nos últimos filmes de Hollywood em que a tecnologia tem sido usada, ela quase não é percebida. Dependendo da cena, claro que você sabe que aquilo só pode acontecer por causa dos efeitos especiais, entretanto, eles não roubam a atenção do espectador quando surgem. Estão complementando o contar da história muito bem.

Outra tecnologia utilizada de forma correta e certa é o efeito 3D. Esta é outra produção que vale a pena assistir neste formato para apreciá-la melhor. E quem está acompanhando a saga dos Vingadores deverá ter surpresas legais ao assistir Homem-Formiga. Uma dica: fiquem até acabarem os créditos.

Homem-Formiga