Em meio a uma imensa e nostálgica aura inovadora, a franquia Star Wars lançou oficialmente hoje o seu sétimo episódio, continuação de uma linha temporal que nos devolveu, três décadas depois, ao fim de uma história que nos trouxe, na velocidade da luz, a um contexto ainda mais futurístico. Pelo menos é essa a ideia que nos passam os acontecimentos apresentados ao longo da trama deste novo arco, iniciado com o novo episódio intitulado de O Despertar da Força.

Desde o anuncio de uma nova jornada da franquia pela Disney, em 2013, muitas especulações cercaram a história de Star Wars, não só sobre aquilo que vimos nas duas clássicas trilogias anteriores, mas também em tudo o que envolvia sua produção. O comando do filme por J.J. Abrams fora muito criticado desde o início por uma parcela do público, embora muitos elogios também viessem por seu contundente currículo, a grande maioria do público não sabia o que esperar.

Tanta ansiedade a cerca da história da trama fora bem compreendida pelo público, pois apesar das nuances passageiras, o filme apresentou um tom bem característico para os fãs mais assíduos, um apelo fortemente nostálgico e principalmente uma nova trama que, apesar de não ser tão contundente em alguns aspectos, soube apreender para si a atenção do público sem apelar para qualquer banalidade incomum.


Muitos outros fatores também foram dignos de nota, como a percepção de que hoje, em todo mundo, vivemos uma onda banal de preconceitos. A hashtag #BoycottStarWarsVI nos trouxe a mensagem de uma demanda popular que afirmava sua intolerância atraves das redes sociais contra os novos protagonistas da trama, a atores britânicos Daisy Ridley (Rey) e John Boyega (Finn). E o filme toca na questão do preconceito com sutileza em vários momentos, trazendo a Força para uma demanda a qual ela certamente pertence.

O filme também cerca a força, não somente como um aspecto propriamente narrativo. Apesar de existir uma certa aceleração de alguns processos ou talvez até mesmo uma certa perturbação na força, em um sentido anacrônico. Fato é que a Força deixa de ser um elemento isolado na trama e passa a ter um significado contínuo entre os personagens que envolve, sobretudo a autoconfiança.

Se pararmos pra pensar esse certamente é o ponto alto da história do episódio VII, pois envolve uma característica comum aos fãs das histórias de Star Wars em qualquer galáxia existente, promovendo uma fácil identificação com os personagens centrais.

Star Wars volta, acima de qualquer outra característica, buscando uma nova demanda, inovadora e nostálgica. Sabendo abordar as questões passada sem anacronismos ou apelos demasiados e inserindo bem os novos personagens na história que, apesar de ter um contexto de maior dinâmica e velocidade em sua forma, sabe bem o que quer passar.

Os próximos episódios da franquia estão previstos para 2017 e 2019 e contaram com mais acréscimos no elenco e uma nova equipe de produção e

Star Wars: O Despertar da Força