O cinema brasileiro vem produzindo cada vez mais comédias, que agradam o grande público, onde a maioria delas são produções da Globo Filmes, que de certa forma ainda guardam resquícios da chanchada. Porém, o que se é de questionar nessas produções está dentro do seu conteúdo, que deixa muito a desejar. Com Minha Mãe É Uma Peça 2 não foi diferente.

Filme que veio com a responsabilidade de dar continuação ao longa que fez muito sucesso no ano de 2013, Minha Mãe É Uma Peça 2 é apenas um filme sem graça, que provavelmente fará tanta bilheteria quanto o primeiro, devido a estrutura na qual ele está inserido. Trazendo novamente Paulo Gustavo (Dona Hermínia) como personagem principal da trama, Minha Mãe É Uma Peça 2 gira em torno da relação que uma mãe superprotetora tem com seus filhos que estão se tornando independentes.

Dessa forma, o filme se desenvolve com o dilema de Dona Hermínia aceitar ou não tal fato em sua vida. Assim como em outros filmes dessa estrutura, a história acaba não se desenvolvendo, e o que aparece de mais exagerado são as falas dos personagens em uma tentativa desesperadora de fazer o público gargalhar.


O mais curioso é que eles conseguem esse feito, que não deixa de ser um grande mérito. O fato é que só é possível este tipo de recepção devido a implantação e a acomodação dessa estrutura de filme por parte do público, quando eles assistem à televisão, onde encontram programações muito parecidas, procurando posteriormente o cinema como uma extensão destes. Um exemplo disso é que no filme Hermínia é apresentadora de um programa televisivo.

Quanto a narrativa em si do filme, é pouco desenvolvida e não se propõe a ser em momento nenhum. É apenas mais do mesmo, que foi visto no primeiro filme, só que dessa vez com uma sofisticação técnica maior, que talvez seja a grande competência do filme.

Em suma, Minha Mãe É Uma Peça 2 não se mostra uma comédia brasileira diferente da que estamos acostumados a presenciar nos cinemas, e que toma conta de boa parte das salas de todo o Brasil. Um filme igual a muitos, que estão inseridos em uma lógica, no mínimo curiosa, de se fazer cinema.

Crítica | Minha Mãe É Uma Peça 2