Sicário: Dia do Soldado chega aos cinemas com a missão de continuar o filme aclamado de Denis Villeneuve. O retorno deste universo às telonas traz Taylor Sheridan novamente ao roteiro mas muda a direção para Stefano Sollima, o que deve resumir bem o filme. Com a mesma intensidade e uma trama interessante, apenas a fotografia traz algo de diferente.

Sheridan mantém o clima pesado, sujo e ensaguentado do primeiro longa, mas de uma maneira mais crua e, ainda que, menos impressionante. Sheridan traz um bom roteiro novamente, mas este não levanta muito mais questões do que o anterior. Nesses moldes, a mudança de diretor se faz justificada, sendo um longa que mais expõe do que intriga.

Novamente Josh Brolin e Benício Del Toro conseguem com competência mostrar seus talentos como ator. Del Toro se destaca somente por ter em suas mãos um papel que lhe permite chegar ao extremo. A criança Isabela Moner mostra a interpretação de uma promissora atriz. É o grande destaque no filme nesse quesito, sendo muito bem equiparada por Del Toro e Brolin.

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Envolvendo os mesmos elementos do longa anterior, a história passa longe de ser repetitiva. Além de continuar o seu universo de forma coerente, apesar de não necessária, o filme ainda traz uma interessante possível mudança de tema caso haja uma continuação. Infelizmente, não com alguém que traga o peso de suportar o protagonismo. O que pode se tornar um pouco repetitivo são as frases de efeito clássicas do gênero, apesar deste não abusá-las e trazer diálogos interessantes.

Continuando o que poderia se tornar uma atual e necessária franquia, o filme toca problemas globais apesar de não ser muito próxima do brasileiro em seu “visual”. Ainda assim, é o filme que se destaca dentre as recentes estreia do mainstream, se mostrando forte, adulto e atual, embora não providencial.

Sicário: Dia do Soldado
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