Funcionários da Porsche fazem piadas de acidentes com carro que matou Paul Walker em e-mails vazados

Paul Walker em Velozes e Furiosos

Novos documentos do processo movido por Meadow Walker, filha de Paul Walker, contra a Porsche, revelaram surpreendentes e-mails enviados por funcionários da montadora alemã em 2006.

Segundo o TMZ, em um dos e-mails vazados, um empregado da Porsche “comemora” o número de acidentes envolvendo o modelo de carro que matou Paul Walker, em novembro de 2013, afirmando que “apenas 200 dos 1.280 Carrera GT vendidos de 2004 a 2006 deram perda total”, e que isso seria “uma grande notícia” para os restantes dos proprietários, já que esse tipo de problema se tornava cada vez “mais raro”.

Em outro email, mais um funcionário reage ao número de problemas do veículo, afirmando que “isso fica no fundo da minha mente toda vez que fico atrás do volante de um desses carros”.

Procurado pelo site americano, o advogado de Meadow, Jeffrey Milam, alegou imprudência por parte da montadora: “A Porsche ocultou essa informação do público para proteger sua imagem e marca. Qualquer empresa ética teria retirado o carro do mercado – ou, pelo menos, advertido o público sobre seus perigos”.

O advogado também acusa a companha de esconder evidências, que seriam prejudiciais a Porsche no processo. Ainda de acordo com o TMZ, a empresa produziu documentos “fortemente redigidos”, com pelos 104 revisões encontradas que não foram oficialmente listadas.

O conteúdo editado só foi descoberto no final de dezembro, quando o advogado de Walker visualizou os documentos, inicialmente vistos por ele em um PC de escritório, no seu iMac pessoal, onde as transcrições se tornaram transparentes. Tais documentos foram apresentados na última terça-feira (14) no Tribunal Superior de Los Angeles, e esta nova fase do processo pede US$ 52,75 mil (quase 162 mil reais) de danos punitivos contra a Porsche por conta das revisões.

Segundo o advogado, o material recentemente descoberto é uma evidência de que a Porsche sabia que o Carrera GT era “perigoso e inseguro“, mas “a gerência da Porsche não fez nada, além de piadas insensíveis em e-mails internos sobre como isso iria melhorar o valor dos carros restantes. A empresa foi pega tentando esconder esses e-mails junto com os nomes de potenciais testemunhas’, acrescentou Milam.

Meadow Walker entrou com uma ação judicial contra a Porsche em setembro de 2015, alegando que o Carrera GT “tinha um histórico de problemas com estabilidade e controle” e “carecia de recursos de segurança que são encontrados até mesmo em carros de corrida bem projetados ou nos carros menos caros da Porsche”. Segundo a jovem, se as devidas medidas de segurança fossem tomadas, o acidente fatal de Paul Walker poderia ter sido evitado ou ao menos ele poderia ter sobrevivido.