Zelda Perkins, assistente pessoal de Harvey Weinstein, apareceu na televisão para uma entrevista, detalhando como o trabalho que tinha foi um trauma na sua vida.

Nessa terça-feira (19), em entrevista ao canal BBC, Perkins falou sobre seu relacionamento com Harvey Weinstein, e depois contou sobre um acordo não oficial que ela assinou em 1998, depois de acusar Weinstein de estupra-la na Miramax. O “silêncio” foi comprado por 125 mil dólares.

O incidente aconteceu durante o Festival Cinema de Veneza, quando Weinstein tentou estuprar uma colega de trabalho de Perkins, que depois confessou a ela o caso. Zelda ficou sentida pelo evento e tentou levar Weinstein à julgamento, mas encontrou barreiras legais.


“A única forma que poderíamos chegar à mesa da Miramax era pedindo dinheiro. Eu percebi que a única arma, a única coisa que eu tinha para prevenir o comportamento de Harvey era criar um acordo que dificultava tudo. A única forma que eu poderia aceitar o fato de que o dinheiro trocaria de mãos era se déssemos uma quantia enorme”, contou Zelda.

Perkins disse que o processo legal a faliu e que deixou a indústria do entretenimento para trabalhar com cavalos na América do Sul. Sobre Weinstein e seu comportamento, ela disse: “Ele colocou muita energia em fazer as mulheres se submeterem, e de homens a se submeterem. Ele é um monstro repulsivo”.

Confira a entrevista completa, em inglês, a seguir: