A atriz Glenn Close deu novas declarações sobre a sua infância em um culto religioso. Em entrevista para a People, a famosa comentou como a família se recuperou após os anos dentro do grupo.

Ainda quando era criança, Glenn Close e sua família se mudaram para Suíça, onde fizeram parte de um culto chamado Rearmamento Moral. A atriz deixou o grupo apenas aos 22 anos, quando começou a sua carreira.

“Cada um de nós teve que passar pelo processo de perdão”, relembra a atriz, após toda família deixar o culto.

>> CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A estrela de Atração Fatal (1987) contou que houve um ressentimento após a experiência. Os principais alvos foram seus pais.

O Fio da Suspeita | Halle Berry vai estrelar remake de filme com Glenn Close

“Não foi fácil para meus pais falarem sobre isso, principalmente meu pai. Mas eu acredito que fiz a minha carreira descobrindo os motivos desse comportamento, e eu fiz o mesmo com meus pais”, recorda a atriz.

Por muito tempo, Glenn Close guardou mágoas, principalmente do pai.

“Teve um momento em que eu fiquei muito brava com o meu pai e eu escrevi uma carta para ele naquela ocasião onde fui completamente honesta. Eu disse, ‘você não merece ser chamado de pai’, eu fui dura. Na verdade, eu apenas li para minha mãe e para meus filhos e disse que enviaria isso para ele, porque ele era narcisista e também era brilhante”, ainda contou a famosa.

Após tanto tempo, a atriz revela que entende o motivo dos pais terem aceitado o culto. Hoje, Glenn Close não guarda mágoas da família.

“Eu aprendi mais e mais sobre eles e mais sobre a situação e como eles estavam vulneráveis em algumas épocas”, finalizou a atriz.