A CNN trouxe informações polêmicas sobre o caso de Jussie Smollett, de Empire, que foi atacado no final de janeiro nas ruas de Chicago. Até o momento, a polícia não corrobora a informação.

Na última semana, dois homens foram presos para testemunhar sobre o caso. De acordo com a CNN, a dupla garantiu que foi contratada pelo ator, que teria “orquestrado” o ataque.

Jussie Smollet, através dos advogados, respondeu rapidamente as alegações da emissora. O ator garante que não conhece os agressores e que não fez qualquer esquema para ganhar mídia.


“Como uma vítima de um crime de ódio que cooperou com a polícia de Chicago, Jussie Smollet está com raiva e devastado pelas informações de que ele conhece os agressores. Ele agora está sendo vítima dessas informações de que ele teve um papel no ataque contra ele mesmo”, afirma trecho da nota.

Os advogados lembram ainda que um dos suspeitos indicados pela CNN é um personal trainer de Jussie Smollet. Na nota, os profissionais garantem que “é impossível que esse homem tenha tido papel no crime contra o ator ou que falsamente testemunharia que Jussie é cúmplice”.

Apesar das informações, o ator e seus advogados continuarão cooperando com as investigações.

Dois potenciais suspeitos por agressão a Jussie Smollett, de Empire, são presos para interrogatório

O caso ocorreu no último dia 28 de janeiro. Jussie Smollett estava deixando um restaurante quando dois suspeitos mascarados se aproximaram e começaram a gritar palavras de baixo calão, de cunho racista e homofóbico. Depois, eles agrediram o ator com socos.

Em certo ponto, os autores do crime chegaram a enrolar uma corda no pescoço de Jussie Smollett, fazendo referência aos linchamentos de negros que aconteciam nos Estados Unidos até os anos 60. Nesse momento, também jogaram alvejante na vítima, que ficou com uma costela fraturada.

Os agressores usavam máscaras de esqui durante o crime, por isso, as identidades ainda não foram descobertas. Além disso, os policiais revelaram que Jussie Smollett havia recebido uma carta com ameaças oito dias antes do crime. No canto do envelope aparece a sigla MAGA (Make America Great Again, o slogan de Donald Trump).

Jussie Smollett assumiu sua sexualidade publicamente em 2015, em uma entrevista com Ellen DeGeneres. A polícia continua investigando o caso como crime de ódio.