A primeira vitória de Spike Lee no Oscar (por co-escrever Infiltrado na Klan) no domingo (24) resultou em aplausos de pé e um grande salto nos braços do amigo e colaborador de longa data, Samuel L. Jackson, no palco.

Dentro da Casa Branca, porém, sua conquista levou à reação oposta. Na manhã de segunda-feira (25), o presidente Donald Trump tuitou que o discurso de Lee era “um ataque racista ao seu presidente”.

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“Seria legal se Spike Lee pudesse ler suas observações, ou melhor ainda, seria legal se ele não tivesse as usado de forma alguma, fazendo sua jogada racista em seu presidente, que fez mais pelos afro-americanos (Reforma na Justiça Criminal, menores números de desempregados na história, corte de impostos, etc.) que qualquer outro presidente.”

Embora Lee não tenha mencionado Trump em nenhum momento, ele encerrou seu discurso de aceitação com um apelo para que os eleitores “estivessem no lado certo da história” e “fizessem a escolha moral entre amor versus ódio” na eleição presidencial de 2020, uma declaração que irritou o presidente.

É uma reação que Spike Lee achou surpreendente. Em uma entrevista com a EW, o jornalista perguntou se o diretor havia visto o tuíte. Ele assentiu, depois suspirou. “Sim”, disse ele com um encolher de ombros. “Eles mudam a narrativa.”

“Eles fizeram a mesma coisa com os jogadores afro-americanos que estavam ajoelhados, tentando transformar o gesto em algo antiamericano, anti-patriótico e anti-militar”, explicou. “Mas ninguém liga para isso.”

Spike Lee ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por Infiltrado na Klan.