O The Hollywood Reporter anunciou nesta terça-feira (2) que o processo judicial da atriz Ashley Judd contra o infame produtor Harvey Weinstein foi paralisado em Los Angeles.

A decisão veio por Weinstein apelar para seu direito na Quinta Emenda para auto-incriminação, visto que o produtor ainda passa por outros processos de assédio sexual – e, de acordo com seus advogados, não teria “condições” para se defender apropriadamente de Judd.

O juiz concedeu essa paralisação em favor de Weinstein.


A atriz alega que ela se tornou vítima de Weinstein quando o produtor fez demandas a ela em um quarto de hotel há 20 anos. Judd diz que ela só escapou após fazer um acordo, dizendo que ela o deixaria tocar nela se ganhasse um Oscar.

Posteriormente, Judd disse que esteve em sérias negociações para interpretar um grande papel na trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson, mas a oportunidade foi por água abaixo depois que Weinstein, ou alguém da Miramax, disse ao diretor que ela era um “pesadelo” no trabalho.

O juiz da Califórnia considerou procedente o pedido de Judd, que agora irá dar prosseguimento ao seu processo contra Weinstein, por difamação.

O juiz, no entanto, não considerou que o processo por assédio não se encaixa com o tipo de relacionamento profissional que faria de alguém ser suscetível a assédio em ambiente de trabalho.