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Cinebiografia de Freddie Mercury teria David Fincher e morte do músico no meio do filme

Sacha Baron Cohen (Borat, O Ditador) quase viveu Freddie Mercury na cinebiografia do ex-líder da banda Queen, mas o ator desistiu do papel após diferenças criativas com o estúdio. Em sua recente participação no programa The Howard Stern Show, Cohen entregou os detalhes que o fizeram se afastar do projeto.

“Existem histórias incríveis sobre Freddie Mercury. O cara era selvagem, vivendo um estilo de vida de total devassidão. Há histórias de anões andando com bandejas de cocaína em suas cabeças durante as festas”, contou Cohen, acrescentando que esse tipo de material era exatamente o que os sobreviventes da banda queriam evitar na cinebiografia.

Sem esse tipo de relato pessoal, “o filme se tornaria menos interessante, mas você tem que considerar que eles querem proteger o legado da banda, e querem que o filme seja sobre o Queen. E eu entendi isso totalmente”, disse Cohen.

No entanto, o que mais espantou o ator foi o fato dos produtores quererem matar Freddie Mercury na metade do filme.

“Eu pensei que seria como Pulp Fiction, onde o final é o meio, e o meio é o final. Mas me disseram que não seria assim. Olha, nenhuma pessoa quer ver um filme onde o protagonista morre de AIDS no segundo ano e depois a banda continua”, observou.

Por fim, Sacha Baron Cohen revelou que chegou a discutir o projeto com David Fincher e outros cineastas famosos na época de seu envolvimento, mas o estúdio rejeitou as visões de todos.

“Eu trouxe Peter Morgan [A Rainha], mas eles não gostaram. Eu trouxe David Fincher, que queria dirigir o filme, e depois Tom Hooper [A Garota Dinamarquesa] – mas eles eram bem específicos sobre o que queriam fazer. No final das contas, [a minha saída] foi mesmo uma questão de diferença artística”, concluiu.

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