O filme Aquarius, representante da América Latina na seleção oficial do Festival de Cannes 2016, provocou polêmica na Riviera Francesa quando o elenco e o diretor do filme, liderados por Sônia Braga, chegaram à estreia com cartazes protestando contra o que chamaram de golpe de Estado no Brasil.

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“Um golpe ocorreu no Brasil”, “resistiremos” e “o Brasil não é mais uma democracia” estavam entre os ditos nos cartazes brandidos por Sônia, os colegas de elenco e o diretor Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor). Os cartazes estavam escritos em várias línguas. Um dos participantes do protesto abriu a camisa para revelar uma camiseta por baixo com os dizeres “Super Dilma”, em referência à presidente Dilma Roussef.


Aquarius conta a história da resistência de Clara (Sônia Braga), uma mulher que resiste à pressões de agentes imobiliários para deixar o seu apartamento no Recife, em Pernambuco. Uma companhia pretende demolir o prédio em que Clara mora, mas a viúva de 65 anos jurou só deixar o apartamento quando morresse.

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Os artistas citaram que quase todas as produções brasileiras que chegaram a Cannes no decorrer da história foram financiadas com ajuda do governo federal, e acusaram o presidente em exercício Michel Temer de ameaçar cortes nesse financiamento.