O diretor de fotografia Michael Chapman, mais conhecido por Taxi Driver e Touro Indomável, e homenageado na Camerimage na próxima semana com um prêmio de realizações ao longo da vida, aconselha jovens aspirantes a cineastas que o grande cinema não precisa ser bonito.

O esplendor visual pode ser “um erro terrível”, disse Chapman em entrevista a Variety. “Não deve ser bonito – deve ser apropriado. As imagens visuais mais impressionantes são muitas vezes coisas filmadas nos telefones celulares das pessoas”, acrescenta.

Chapman também se lembra do terror constante ao lidar com seu primeiro trabalho como diretor de fotografia no filme A Última Missão, estrelado por Jack Nicholson. Ao considerar a estética certa para a história, Chapman lembra de apostar em uma abordagem de estilo documental, muitas vezes filmando com a câmera na mão.


“Não era bem um grande artista”, diz, revelando que no momento sentia que tinha que “fazer alguma coisa. A luz real nos locais reais era muito mais emocionalmente evocativa do que qualquer coisa que eu pudesse fazer nessa fase em minha carreira.”

A abordagem – juntamente com a rejeição do diretor Hal Ashby e do roteirista Robert Towne da linguagem higienizada usada na tela para personagens ásperos até aquela época – emprestou um realismo e minimalismo que ajudou o filme a manter sua autenticidade ao longo das décadas.

Mas uma de suas primeiras descobertas provou seu uso ao longo de sua carreira: A imagem da câmera é “o suporte subjacente que carrega o tempo todo. Cinematografia carrega tudo em suas costas”, conclui.