Após a exibição do primeiro trailer de Bohemian Rhapsody, no mês de maio, muitos começaram a criticar o filme achando que ele não abordaria a sexualidade do Mercury, ou o diagnóstico de AIDS. Agora, em entrevista à revista Attitude (via IndieWire), Rami Malek, que vive o astro do rock no filme, rebateu as críticas.

“É difícil. Primeiramente, deixe-me dizer que não acho que o filme se afaste de sua sexualidade, ou da sua doença, que é obviamente AIDS”, disse Malek à revista. “Não sei como poderíamos ignorar qualquer uma dessas coisas, ou se alguém iria querer fazer isso. É um pouco absurdo que alguém esteja julgando isso a partir de um trailer de um minuto”.

“Malek continuou, dizendo que o filme aborda a vida de Mercury “de forma delicada”. “Você não pode correr disso”, disse o ator. “Foi um importannte momento para termos no filme, um que, no fim, é muito triste, mas empoderador de certa maneira”.

>> CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Bohemian Rhapsody terá estreia mundial no Estádio de Wembley

“Isso mostra o quão resiliente o ser humano pode ser e o quanto dependemos da força de nossos amigos e família para nos fazer superar os tempos difíceis. “Essa pandemia ainda é uma ameaça horrível para muitas pessoas no mundo. Existe como realidade para muitas pessoas e acho que seria uma vergonha não colocar isso no filme”, concluiu Malek.

Bohemian Rhapsody retratará a rápida ascensão de Freddie Mercury e o Queen ao sucesso. O filme ainda pretende explorar a relação do líder com os seus colegas de banda, Brian May (Gwilym Lee), John Deacon (Joseph Mazzello) e Roger Taylor (Ben Hardy).

O elenco ainda contará com as participações de Lucy Boynton, Mike Myers e Tom Hollander.

A direção fica por conta de Dexter Fletcher (Voando Alto), após Bryan Singer ter sido demitido. Já o roteiro é assinado por Anthony McCarten, ganhador do Oscar por A Teoria de Tudo, filme biográfico sobre o físico Stephen Hawking.

A previsão de estreia do longa é para 2 de novembro de 2018.