Durante uma entrevista em divulgação do filme Green Book: O Guia, Viggo Mortensen foi acusado de injúria racial após utilizar a palavra com N, considerada o termo mais racista da língua inglesa. Desde então, o ator se desculpou e foi perdoado por seu colega de cena Mahershala Ali.

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No entanto, em entrevista ao site IndieWire, o eterno Aragorn afirmou que ainda está chateado com as repercussões da acusação.


“Uma pessoa twittou que quando eu falei aquilo, todos ficaram em silêncio. Isso é mentira. Não foi dado o contexto, o que é reprovável. Isso é uma acusação séria para se fazer dessa forma. Acusar alguém de racismo sem apresentar o contexto não é apenas injusto, é prejudicial ao discurso de tolerância”, afirmou o ator.

O ator também explicou que o contexto de sua fala estava relacionado exatamente à luta contra o preconceito.

“O racismo tende a evoluir e mudar seu vocabulário, sua cara. Isso não significa que ele desapareceu. Nós temos sempre que ser vigilantes. Era isso que eu estava dizendo”, declarou Mortensen.

Green Book: O Guia é dirigido por Peter Farrelly (Quem Vai Ficar com Mary?) e traz Viggo Mortensen (O Senhor dos Anéis) e Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar) como protagonistas.

Ali interpreta o pianista Don Shirley, enquanto que Mortensen vive Tony Vallelonga, que é contratado pelo pianista para protegê-lo em uma jornada até um concerto no Sul do país.

Green Book é baseada na amizade, da vida real, desenvolvida por dois homens após uma difícil jornada. O roteiro do filme foi escrito por Farrely, Brian Hayes Currie e Nick Vallelonga, filho de Tony.

Green Book: O Guia estreia em 24 de janeiro no Brasil.