Conversando com o The Advocate, o cineasta Rob Marshall foi questionado sobre a possibilidade de Mary Poppins 3 abordar os direitos LGBTQ +.

“Isso não seria ótimo?” ele disse. “Por favor, Senhor. Isso é exatamente o que deveria estar acontecendo. Eu sempre sou tão consciente disso, sendo um homem gay eu mesmo. Quero dizer, o nosso filme acontece nos anos 30.”

“Se a sequência fosse produzida, é exatamente o que deveria abordar. Eu entendo tão profundamente como é estar nas margens da sociedade e não sentir que você é digno.”


“E eu vou dizer que esse tipo de paixão para explorar a aceitação na vida é algo que é muito importante. E, sim, eu abordaria isto, com certeza.”

O diretor, em seguida, explicou por que O Retorno de Mary Poppins continuou o tema do original, abordando mudança social em tempos de desespero.

“Minha intenção era criar um filme profundo que lida com a perda, não apenas de um membro da família, mas também a perda de admiração e alegria na vida de alguém”, explicou.

“Eu queria enraizar isso em um lugar real. É por isso que Jane trabalha pelos direitos dos trabalhadores. Esta é a década de 30, a era da Depressão, quando foi a grande queda. Havia uma tristeza no mundo e Mary Poppins precisava voltar.

“Nós tivemos que pensar em um motivo real para ela voltar.”

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Em O Retorno de Mary Poppins, Emily Blunt assume o papel da personagem que ficou eternizada por Julie Andrews no clássico de 1964. Mas, de acordo com a atriz, a sua versão será um tanto diferente da de Julie.

O elenco conta ainda com Lin-Manuel Miranda, Dick Van Dyke, Angela Lansbury e Meryl Streep. A direção é de Rob Marshall (Caminhos da Floresta) e o roteiro fica por conta de David Magee.

O Retorno de Mary Poppins estreou no dia 25 de dezembro nos cinemas brasileiros.