Apesar de todo o seu sucesso, o Coringa de Todd Phillips não deixa de ter suas críticas. Há uma reação polêmica ao assunto do filme, com a preocupação de que o Coringa possa incitar a violência.

Também há quem diga que Coringa é uma “imitação de clássicos melhores” como Taxi Driver e O Rei da Comédia, como opinou o quadrinista Dan Slott recentemente. Agora, existe uma nova queixa, vinda de Hugh Grant: o volume.

Logo após o lançamento de Coringa, o astro britânico de comédias românticas como Quatro Casamentos e um Funeral e O Diário de Bridget Jones foi ao Twitter reclamar genericamente que “o cinema” estava alto demais a ponto de ser insuportável. Mais adiante, quando o cinema respondeu, ele observou especificamente que o filme que assistiu foi Coringa.


Polêmicas = Mais sucesso?

Como algumas outras críticas para Coringa, a queixa de Grant não é lá tão severa, mas mesmo as mais radicais não parecem ter efeito sobre os lucros do longa-metragem. Coringa é o maior sucesso da Warner Bros. no ano, com uma bilheteria mundial ainda superior a US$ 543 milhões.

Há quem diga, inclusive, que as polêmicas ajudaram a alimentar a grande bilheteria de Coringa. É o que acha o analista da ComScore, Paul Dergarabedian.

“A aclamação, agitação e controvérsia em torno de Coringa ressoaram fortemente com os espectadores. Os filmes que mais geram polêmicas por causa da sua natureza controversa são geralmente aqueles que se tornam eventos culturais. Foi exatamente o que aconteceu com Coringa”, disse.

Inspirando novos caminhos

Para o diretor de fotografia Lawrence Sher, Coringa pode fazer com que a Warner Bros. e os outros grandes estúdios invistam mais em projetos tidos como “arriscados”. O retorno pode ser recompensador.

“Uma das coisas que mais me alegram e me orgulham em Coringa é que mostra que cinema não precisa ser necessariamente divertido e fácil de engolir. É como se não pudesse encontrar seu público”, disse em uma entrevista recente.

“Este filme desafia todas essas coisas, e seu resultado nas bilheterias acaba de provar que o público está pronto e animado com coisas diferentes, arriscadas e, às vezes, totalmente artísticas. É como se fosse independente em um espaço de estúdio. Foi emocionante. Estou orgulhoso de ter feito parte dele.”

Coringa está em exibição nos cinemas. Joaquin Phoenix (Gladiador, O Mestre) vive o protagonista.