Quando você está criando uma grande série de TV, assim como qualquer outra mídia, é preciso assumir alguns riscos. Cada escolha pode ser aquela que vai separar sua criação do restante das estreias do momento, seja para o bem ou para o mal.

10 atuações horríveis que (quase) estragaram ótimas séries

Por isso, é sempre admirável quando um diretor de elenco faz uma escolha muito arriscada para um personagem importante – veja vezes em que deu certo ou errado:


BONES (Stephen Fry) | Um grande astro da comédia na sua Inglaterra natal, o ator Stephen Fry não parecia uma escolha tão acertada para a essencialmente americana (e dramática) Bones, mas seu personagem, o Dr. Gordon Wyatt, se tornou um dos favoritos dos fãs, aparecendo em seis dos melhores episódios da série em sua trajetória de 12 anos.

GAME OF THRONES (Jerome Flynn) | Antes de ser o Bronn de Game of Thrones, Jerome Flynn era mais conhecido pela sitcom Soldier Soldier (1991-1995) e – pasmem! – pela carreira musical nos anos 1990, na dupla Robson & Jerome. Tudo isso na Inglaterra é claro. Logo, foi um enorme risco escalar Flynn para um papel cujo carisma “salvou” tantos momentos de Game of Thrones.

Bryan Cranston

BREAKING BAD (Bryan Cranston) | Nem todo mundo se lembra hoje em dia, mas muito antes de ser o ameaçador e complexo Walter White em Breaking Bad, Bryan Cranston era o atrapalhado pai do protagonista em Malcolm (2000-2006), uma das sitcoms mais simbólicas dos anos 2000. É um pulo enorme entre gêneros, e um risco enorme para os criadores da série!

HOUSE (Hugh Laurie) | O produtor Bryan Singer estava resolutamente atrás de um ator americano para o papel de Gregory House na série sobre o médico mais rabugento da TV, mas Laurie – um ator britânico que havia passado a maior parte de sua carreira atuando em comédias – conseguiu enganar Singer com sua fita de teste, na qual simulou um sotaque americano.

SONS OF ANARCHY (Katey Sagal) | Na pele da durona Gemma Teller Morrow em Sons of Anarchy, Sagal revolucionou completamente sua própria imagem, marcada até então pelo trabalho cômico em Um Amor de Família (1986-1997) e na dublagem da série Futurama (1999-2013). Até ela admitiu que os produtores “se arriscaram muito” a escalando.

THE GOOD PLACE (Jameela Jamil) | Se o público do mundo todo não conhecida Jameela Jamil antes de ela aparecer como a irritante (mas adorável!) Tahani em The Good Place é porque ela passou o restante de sua carreira como apresentadora do programa T4, da TV britânica, vivendo a vida do tipo de “influenciadora” que Tahani com certeza assistiria na televisão.

TRUE DETECTIVE (Vince Vaughn) | Vaughn já tinha mexido com drama no começo da carreira, mas seu sucesso veio com a comédia, e seu retorno para uma produção mais séria causou estranheza em True Detective. Não à toa, a aposta não funcionou muito bem, e a segunda temporada da antologia foi massacrada pelos críticos.

GREAT NEWS (Nicole Richie) | A produtora Tina Fey e a criadora Tracey Wigfield se arriscaram ao escalar a socialite para o papel de Portia, a âncora fútil de um telejornal. Embora tenha aparecido na frente das câmeras anteriormente, Richie não é uma escolha convencional – curiosamente, ela se tornou uma das coisas mais consistentemente engraçadas da trama.

HANNAH MONTANA (Miley Cyrus) | É curioso pensar hoje em dia na decisão da Disney de escalar Miley Cyrus, a filha do astro do country Billy Ray Cyrus, para o papel principal de uma de suas maiores apostas da programação. Miley não tinha experiência como cantora ou atriz antes de Hannah Montana, mas tudo deu (muito!) certo.

REBA (Reba McEntire) | A estrela country Reba McEntire já havia atuado antes de conseguir o papel principal em sua própria sitcom, que foi um grande sucesso, ficando no ar entre 2001 e 2007. No entanto, ainda foi uma aposta arriscada dar a uma estrela da música uma série todinha centrada nela.