Pessoas com deficiência ainda são muito pouco representadas na nossa ficção – por exemplo, você sabia que a única atriz surda a ganhar o Oscar na história foi Matlee Martin, por Filhos do Silêncio, lá em 1987?

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Aqui, separamos 10 séries que mostram pessoas com deficiência (física ou mental) com dignidade e histórias devidamente contadas. Confira:

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AMERICAN HORROR STORY | A atriz Jamie Brewer, que nasceu com Síndrome de Down, apareceu em quatro das sete temporadas de American Horror Story até hoje, mas são seus papéis em Murder House (1ª) e Coven (3ª) que ganharam mais destaque – como Addy Langdon e Nan, Brewer trouxe personagens complexas e carismáticas a vida na série criada por Ryan Murphy.

Tom Burke e Holliday Grainger em Strike

STRIKE | O detetive criado por J.K. Rowling nos livros e interpretado por Tom Burke na série que os adapta é um veterano de guerra que perdeu a perna durante um incidente. O personagem cheio de demônios, mas em última instância positivo, construído por Rowling, se destaca como o astro da série – o segundo tomo adaptado, O Bicho-de-Seda, também conta com uma personagem coadjuvante com Síndrome de Down, feita por Sarah Gordy.

SPEECHLESS | A sitcom da ABC está um passo a frente de suas colegas de lista, visto que se foca inteiramente na vida e na família de JJ DiMeo (Micah Fowler), um adolescente com paralisia cerebral. A série tem coadjuvantes e roteiristas (entre eles, o comediante Zach Anner, que também tem paralisia cerebral) com diversas deficiências, e dá um show de representatividade positiva.

THIS CLOSE | Essa charmosa estreia passou meio despercebida em meio à enxurrada de novas séries que nos inunda todas as semanas, mas a produção da SundanceTV é importante por se focar em dois amigos surdos tentando viver uma vida normal em Los Angeles. Os dois protagonistas, Joshua Feldman e Shoshannah Stern (também criadores) dividem a deficiência auditiva com seus personagens.

Demolidor

DEMOLIDOR | Não poderíamos esquecer do herói da Marvel que tem uma característica única em sua deficiência visual. É verdade que o acidente que lhe tirou a visão também rendeu um aguçamento dos outros sentidos, mas o Demolidor interpretado por Charlie Cox é um personagem tão complexo, interessante (e, vamos admitir, apaixonante) que não dá para tirá-lo dessa lista. É sem dúvida um exemplo positivo de representatividade.

THE GOOD DOCTOR | A temporada de estreia desse drama médico da ABC se tornou um fenômeno de audiência que já rendeu renovação para segundo ano. A trama? Freddie Highmore encarna um jovem estudante de medicina que, portador de autismo, demonstra talento único e incomparável. A genialidade do personagem anda de mãos dadas com suas problemáticas, e a série emociona ao mostra-lo em todas as suas facetas.

Keir Gilchrist em Atypical

ATYPICAL | Continuando no “filão” do autismo, temos essa simpática série da Netflix, que traz um ótimo Keir Gilchrist como Sam, um jovem de 18 anos autista que decide que está na hora de ter mais independência e arranjar uma namorada. A decisão coloca ele e sua mãe, Elsa (Jennifer Jason Leigh, sempre magnífica), em uma jornada de autodescobrimento intensa.

THE A WORD | Os britânicos da BBC tem seu próprio drama familiar focado em um jovem diagnosticado com autismo. A supremamente sensível The A Word mostra a vida de uma família virando de cabeça para baixo quando o diagnóstico chega, e inclui excelentes atuações de Christopher Eccleston, Lee Ingleby e do jovem Max Vento, que interpreta o protagonista.

MONK | No ar entre 2002 e 2009, o detetive Adrian Monk sofria de Transtorno Obsessivo Compulsivo, o famoso TOC, e a série era por vezes brutalmente honesta sobre as consequências que a doença trouxe ao personagem. Não a toa, o excelente Tony Shalhoub venceu um Globo de Ouro e três Emmys pelo papel.

TÊMPERA DE AÇO | Esqueça a tentativa de remake em 2013 – na Ironside original, exibida entre 1967 e 1975, Raymond Burr era o detetive confinado a cadeira de rodas mais durão de San Francisco. Com 195 episódios exibidos, a série ficou conhecida no Brasil como Têmpera de Aço e rendeu a Burr duas indicações ao Globo de Ouro e seis ao Emmy.