7 Dias em Entebbe é o segundo filme do carica José Padilha em Hollywood. Após o sucesso de Tropa de Elite, ele foi parar no cinemão americano com Robocop (2014).

Agora, dirige a reconstituição de uma história real – o sequestro de um voo da Air France em 1976, por um grupo de radicais que pediam a liberação de prisioneiros palestinos de prisões israelenses. A estreia é nessa quinta (19).

Crítica | 7 Dias em Entebbe


Confira mais 10 diretores brasileiros que comandaram filmes em Hollywood:

CARLOS SALDANHAEste carioca de 53 anos comemorou sua segunda indicação ao Oscar em 2018, pelo longa O Touro Ferdinando, produzido na Blue Sky Studios. Saldanha é uma das figuras chave do estúdio de animação hollywoodiano – codirigiu A Era do Gelo (2002) e Robôs (2005) com Chris Wedge antes de voar solo A Era do Gelo 2 & 3 (2006, 2009), Rio 1 & 2 (2011, 2014) e o já citado O Touro Ferdinando. Ah, e a indicação anterior ao Oscar veio pelo curta Aventura Perdida de Scrat, lançado junto com A Era do Gelo.

WALTER SALLESOutro carioca, Salles está com 62 anos e fez um sucesso enorme com Central do Brasil (1998), que se tornou adorado mundialmente (e rendeu indicação ao Oscar para Fernanda Montenegro). Pouco depois, ele fez Diários de Motocicleta (2004), coprodução de países latinos com os EUA, e partiu para Hollywood com Água Negra (2005) e Na Estrada (2012).

Fernando Meirelles

FERNANDO MEIRELLESO único indicado ao Oscar de Melhor Direção na nossa lista, o paulistano Meirelles está com 62 anos. Em 2002, explodiu mundialmente com Cidade de Deus, de onde saiu sua nominação ao prêmio maior do cinema americano – logo depois, foi para Hollywood, onde fez O Jardineiro Fiel (2005), Ensaio Sobre a Cegueira (2008) e 360 (2011).

BRUNO BARRETOUm precursor de Salles e Meirelles, em muitos sentidos, Barreto foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por O Que é Isso, Companheiro? (1997), coprodução Brasil/EUA. Antes disso, já havia feito, em Hollywood, filmes como Assassinato Sob Duas Bandeiras (1990) e Atos de Amor (1996) – depois, faria ainda Entre o Dever e a Amizade (1998) e Voando Alto (2003).

HECTOR BABENCOEsse saudoso argentino naturalizado brasileiro dirigiu títulos marcantes da nossa filmografia, como Lúcio Flávio (1977) e Pixote (1981) – foi depois desses sucessos que acabou em Hollywood, com filmes como O Beijo da Mulher-Aranha (1985), Ironweed (1987) e Brincando nos Campos do Senhor (1991).

FERNANDO COIMBRAAlguém em Hollywood assistiu ao envolvente O Lobo Atrás da Porta, longa de estreia de Fernando Coimbra na direção, lançado em 2013. Isso porque, mesmo que o filme não tenha sido um enorme sucesso internacional, ele foi convidado para dirigir astros como Henry Cavill e Nicholas Hoult em Castelo de Areia, lançado recentemente pela Netflix.

AFONSO POYARTCom trajetória similar a de Coimbra, esse jovem diretor brasileiro estreou por aqui com um filme bem incomum para a filmografia nacional, o thriller de ação 2 Coelhos (2012), e logo depois foi para Hollywood. Sua estreia por lá, Presságios de um Crime (2015), foi estrelada por Anthony Hopkins e Jeffrey Dean Morgan.

MÁRCIO GARCIA | Pois é, apostamos que você não esperava esse nome por aqui. Embora seja mais conhecido por papéis em novelas globais ou como apresentador, Garcia é também diretor, e criou duas comédias românticas em Hollywood – Amor Por Acaso (2010) e Angie (2013).

VICENTE AMORIMNascido na Áustria mais naturalizado brasileiro desde a infância, começou a dirigir por aqui com O Caminho das Nuvens (2003), protagonizado por Wagner Moura. Pouco depois, passou por Hollywood com Um Homem Bom (2008), estrelado por Viggo Mortensen, antes de voltar para cá para fazer Corações Sujos (2011), Irmã Dulce (2014) e Motorrad (2017).

HEITOR DHALIA | No Brasil, esse pernambucano é justamente celebrado por Nina (2004), O Cheiro do Ralo (2006), À Deriva (2009), Serra Pelada (2013) e Tungstênio (2017), mas sabia que ele já passou por Holywood? Foi com 12 Horas (2012), suspense estrelado por Amanda Seyfried e Sebastian Stan.