Neste domingo acontece a 91ª edição do Oscar, e antes mesmo da cerimônia ocorrer, essa promete ser uma das edições mais polêmicas da história da premiação.

O motivo? Diversos anúncios e escolhas feitas pela Acadêmia que geraram revolta por parte da imprensa, da crítica e até mesmo do público. Resolvemos relembrar esses casos polêmicos logo abaixo:

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O apresentador

Foi em dezembro que a Academia definiu que Kevin Hart seria o apresentador da 91ª edição do Oscar. Entretanto, quando uma série de tweets homofóbicos do ator foram descobertos, ele foi dispensado do cargo.

Agora, a edição não terá um apresentador definitivo, com diversos apresentadores revezando a tarefa. A última vez que isto aconteceu foi há 30 anos, na edição de 1989 – considerada uma das piores de todos os tempos.

A categoria de filme popular

Em meados de 2018, a Academia anunciou a criação de uma nova categoria: a de “filme popular”, que abrangeria filmes que fossem sucesso junto a um grande público, como Pantera Negra e Um Lugar Silencioso.

A nova categoria gerou diversas reações negativas, pois passava a ideia de que filmes “populares” eram filmes menores do que os ditos “filmes de arte”. Além disso, muitos questionaram como a Academia escolheria um filme dito “popular”. No fim, não tivemos a nova categoria.

Prêmios nos comerciais

Para diminuir o tempo da cerimônia, a Academia decidiu que alguns prêmios seriam entregues durantes os intervalos comerciais. Não é preciso dizer que diversas pessoas da indústria criticaram a ideia, principalmente quando anunciaram que a categoria de Melhor Fotografia seria entregue nos comerciais. A Academia voltou atrás e todos os prêmios serão televisionados.

O problema Bohemain Rhapsody

Há diversos problemas envolvendo o anúncio de Bohemian Rhapsody na categoria de Melhor Filme. Primeiro, muitos criticaram o fato de Bryan Singer, que abandonou o projeto durante a metade, continuar sendo creditado como diretor e assim poder receber o prêmio. As alegações de que Singer teria abusado de menores de idade só pioraram ainda mais a imagem do diretor – e do filme.

Há ainda as alegações de que o filme faz uma representação errada de Freddy Mercury e de sua sexualidade, pois ela não teria sido explorada em sua totalidade.

Diretoras mulheres

Neste ano, a categoria de Melhor Diretor do Oscar voltou a ser dominada por homens. Por isso, a hashtag #OscarSoMale começou a ganhar força nas redes sociais. Muitos críticos acreditam que Marielle Heller, diretora do filme Poderia Me Perdoar?, deveria ter sido indicada na categoria.

Poucas músicas

A princípio, a Academia anunciou que somente duas das 5 músicas indicadas à categoria de Melhor Canção seriam performadas durante o evento: Shallow de Nasce Uma Estrela, e All The Stars de Pantera Negra. Foi outra decisão duramente criticada, e a Academia resolveu voltar atrás com a decisão, divulgando que todos os indicados seriam performados no evento.

História não tão real

Green Book tem sido vendido como a história real de um descendente de italiano preconceituoso (Viggo Mortensen) que faz amizade com um pianista negro (Mahershala Ali).

Entretanto, segundo a família de Don Shirley, personagem de Mahershala Ali, os dois nunca foram amigos, o que indica que a historia foi bem distorcida nas telonas.

Além disso, Nick Vallelonga, roteirista do filme,  foi criticado por tweets xenofóbicos que teria publicado no passado.

A campanha de Roma da Netflix

A Netflix fez uma grande campanha para que Roma fosse indicado ao Oscar de Melhor Filme. Entretanto, alguns críticos não gostaram da indicação.

O motivo foi a forma como Roma foi lançado nos cinemas: o longa ficou apenas poucas semanas sendo exibido em cinemas selecionados nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Além disso, o filme foi lançado simultaneamente no streaming da Netflix, o que diminuiu seu impacto as telonas.