Contra todas as expectativas, Lucifer foi salva do cancelamento pela intervenção da Netflix e de uma dedicada base de fãs. Baseada vagamente na HQ homônima vinda das obras de Neil Gaiman, a série lançou sua quarta temporada esse ano.

Assim como Arrow ou Gotham, a adaptação de Lucifer para a TV utiliza elementos básicos das HQs para contar uma história original. Dessa forma, inúmeros aspectos da mitologia dos quadrinhos foram modificados na série.

Confira abaixo 8 mudanças que a adaptação de Lucifer para a TV trouxe!


Conexões com a DC

Lucifer era publicada pela Vertigo Comics, um selo da DC voltado para histórias mais adultas. Dessa forma, encontros com famosos personagens da DC aconteciam com frequência, destacando-se as participações de John Constantine. Como nem a Fox e nem a Netflix têm os direitos sobre os personagens da DC, a série não faz referência ao mundo dos quadrinhos.

A estrutura da trama

Nas HQs, Lucifer embarca em uma jornada cósmica para salvar a Criação, interagindo com inúmeros seres de diversos mundos e dimensões. A série traz uma trama focada na terra, mas especificamente em Los Angeles, onde Lucifer atua como um consultor do departamento de polícia.

O catalizador

As duas versões de Lucifer começam com o Diabo curtindo sua aposentaria, porém nas HQs, o Diabo recebe uma missão de Deus. Na série, Lucifer começa a trabalhar com a LAPD após a morte de uma amiga do lado de fora de sua casa noturna.

O estado do Inferno

Após Lucifer deixar o Inferno na série, o mundo inferior basicamente entra em colapso sem a presença de seu Rei, com demônios errantes e muita confusão. Nas HQs, Deus já contava com um plano B para uma possível aposentadoria de Lucifer. Uma dupla de anjos enviada para o Inferno com o objetivo de transmitir uma mensagem foi enganada e acabou governando o local.

Amenadiel

Amenadiel tem uma importância bem menor nas HQs. Na série, ele é um dos protagonistas, desenvolvendo tramas próprias e descobrindo o que significa ser humano. Nas HQs, o personagem é basicamente um figurante, servindo apenas para ser derrotado por Lucifer.

Maze

A aparência de Maze é bem parecida na série e nas HQs, porém a personalidade da demônio é um pouco diferente. Enquanto na série ela é caracterizada como a “melhor amiga” de Lucifer, que às vezes discorda de seu chefe. Nas HQs, ela apresenta uma lealdade cega a Lucifer, e também desenvolve um relacionamento romântico com o Diabo. Além disso, sua voz é prejudicada pelo terrível estado de sua face.

A personalidade de Lucifer

Enquanto seu nome e história de origem continuem os mesmos, Lucifer é uma pessoa diferente nas HQs e na série. Nos quadrinhos, Lucifer é basicamente um sociopata arrogante que apenas interferia em assuntos humanos por curiosidade mórbida. A série apresenta um lado mais humano do personagem, capaz de amar, se arrepender e sofrer crises de consciência.

O tema central

Um dos temais centrais das HQs de Lucifer é uma análise filosófica de conceitos como destino e livre-arbítrio. Desde sua criação, Lucifer quis se ver livre do controle de seu pai, mas até mesmo sua rebelião pode ser sido predestinada. A série apresenta estes conceitos apenas em sua superfície, concentrando mais no desenvolvimento da personalidade de Lucifer e suas interações com os humanos.