O remake de Brinquedo Assassino chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, e surpreendentemente estamos diante do melhor tipo de remake: o que realmente reinventa e inova. Podem apostar que não temos uma mera repetição do original aqui.

Sendo tão diferente, listamos aqui quais são os principais pontos em que o filme de 2019 difere daquele lançado em 1988. Sendo bem sincero, a grande semelhança está mesmo no título.

Confira abaixo.


A origem de Chucky

Isso irritou diversos fãs no anúncio do remake, mas Chucky não é apenas um boneco. Ele é, literalmente, um robô com inteligência artificial que acaba descompensando quando um operário no Vietnã deliberadamente adultera seus circuitos – se matando logo em seguida. Bem diferente da história de um criminoso praticante de vodu que transfere sua alma para um brinquedo enquanto foge da polícia.

O personagem de Chucky

Realmente não temos nada do Chucky original na versão de Mark Hamill. Ele não é mais um assassino reencarnado no corpo de um boneco, mas sim uma inteligência artificial que se torna corrompida. Ele é mais ingênuo e menos consciente do que o Chucky criado por Don Mancini, e até almeja por uma amizade afetiva com Andy – antes de se tornar um psicopata.

Andy mais velho

Acho que todos os fãs da franquia Brinquedo Assassino podem concordar que o personagem de Andy sempre foi um elemento negativo nos filmes originais. A versão do remake felizmente é mais velha e mais desenvolvida, e o fato de ser um pré-adolescente garante uma interação mais divertida com o antagonista. A relação com a mãe, vivida por Aubrey Plaza, também é bem diferente, já que Karen é mais jovem e tem um novo namorado.

Detetive Mike

Um dos personagens que mais sofreu alterações no remake foi o detetive Mike. No original, ele era vivido por Chris Sarandon, e perseguia o assassino Charles Lee Ray há tempos. No remake, Brian Tyree Henry é simplesmente o detetive designado para investigar as mortes do boneco, e tem uma relação mais afetiva e descontraída com Andy.

As mortes

Uma característica que sempre é exacerbada nos remakes de ícones do terror é a violência, e o novo Brinquedo Assassino certamente faz isso. Todas as mortes são mais elaboradas e devidamente sangrentas, aproveitando com gosto a classificação para maiores. Além do gore, Chucky também usa sua habilidade de controlar outros equipamentos tecnológicos.

O final

Se o Brinquedo Assassino original era mais contido em essência, o remake é mais amplo em seu grande clímax. Trocando o apartamento por uma loja de departamentos, o final do novo filme é levemente inspirado no de Brinquedo Assassino 2, e traz muito mais ação e carnificina.