Quentin Tarantino é um dos poucos autores que ainda trabalham ativamente na indústria de Hollywood. Mesmo com um número reduzido de obras em seu currículo, cada filme é especial e traz características únicas, e o lançamento de Era Uma Vez… em Hollywood é a a oportunidade perfeita para relembrar sua carreira.

Aqui, montamos um ranking do pior ao melhor dos filmes de Tarantino, levando em conta apenas os trabalhos que dirigiu. Dessa forma, Amor à Queima Roupa, Assassinos por Natureza e Um Drink no Inferno não contam.

Confira abaixo.


10. À Prova de Morte

Como parte do projeto Grindhouse com Robert Rodriguez, Tarantino entrega sua obra mais assumidamente trash. À Prova de Morte tem bons momentos e ótimos personagens, especialmente o Dublê Mike de Kurt Russell, mas traz um ritmo inconstante e uma execução menos estimulante como seus anteriores.

9. Django Livre

Depois de anos trazendo referências ao gênero, Tarantino mergulhou no faroeste pela primeira vez com a saga de um escravo libertado que vira caçador de recompensas no sul. É um longa de grandes atuações e alguns momentos de brilhantismo – e com um ótimo vilão de Samuel L. Jackson -, mas que é simplesmente caótico em termos de estrutura, e que explicita como Tarantino sofre sem o apoio da montadora Sally Menke; falecida tragicamente.

8. Jackie Brown

O único trabalho de Tarantino de adaptação de um material já existente, Jackie Brown traz uma trama complexa e envolvente, ao passo em que oferece uma divertida homenagem ao blaxploitation. Pam Grier lidera um elenco de peso, que ainda conta com Samuel L. Jackson, Michael Keaton e Robert De Niro. 

7. Os Oito Odiados

Voltando às suas origens de “filme de câmara” de Cães de Aluguel ao mesmo tempo em que segue com seu amor pelo faroeste, Os Oito Odiados é um perfeito exercício de atmosfera e tensão. Embalado por uma trilha fenomenal de Ennio Morricone (única colaboração do diretor com um compositor), o oitavo filme de Tarantino aproveita um elenco formidável e um texto afiado. Perfeito para uma tarde de inverno.

6. Kill Bill: Vol. 2

Tudo bem que Tarantino considera a saga de vingança da Noiva como um filme só – e que foi dividido em dois como decisão comercial do estúdio, mas os contaremos como dois. É um filme mais sóbrio e menos alucinado do que o primeiro volume, mas que ainda garante ótimas cenas de ação e uma performance arrasadora de Uma Thurman, e o confronto final com Bill oferece uma conclusão perfeita.

5. Cães de Aluguel

O primeiro de todos. Um dos filmes independentes mais influenciadores do cinema americano dos anos 90, e que traz uma bela e distinta perspectiva para uma clássica história de assalto a banco. Diálogo afiado, elenco perfeito e uma trilha sonora pop inspirada. Cães de Aluguel é a gênese Tarantinesca.

4. Era Uma Vez… em Hollywood

O projeto mais pessoal e maduro de Tarantino nas telas. Ao mergulhar nas vidas e bastidores da indústria do entretenimento em 1969, Era Uma Vez… em Hollywood oferece uma narrativa cheia de devaneios e personagens carismáticos. A história não é o forte, mas sim os momentos que acompanhamos ao lado de figuras da indústria que acabam entrando em rota de colisão com a Família de Charles Manson. Uma obra que ainda deve melhorar com o tempo.

3. Kill Bill: Vol. 1 

O filme mais insano e delicioso da carreira de Quentin Tarantino. Enquanto o segundo volume é mais sóbrio e maduro, o primeiro é uma explosão de violência, música e humor que homenageiam os filmes de kung fu, em uma trama estilizada e cheia de reviravoltas. É o papel da vida de Uma Thurman, que protagoniza algumas das melhores cenas de luta que o cinema americano viu nos anos recentes. Perdoem o francês, mas é um filme f*** pra car****!

2. Pulp Fiction: Tempo de Violência

Confesso que estou constantemente trocando os dois primeiros filmes na lista, pois são duas obras-primas. Pulp Fiction é um filme que marcou sua época, e até hoje segue transgressor em suas brincadeiras com linearidade, apresentando diferentes histórias que se cruzam, através de diálogos impecáveis e um elenco perfeito. Pulp Fiction é um marco cultural como poucos no cinema americano independente.

1. Bastardos Inglórios

O próprio Tarantino afirma que essa pode ser sua obra-prima na cena final de Bastardos Inglórios, e sinto-me tentado a concordar com ele. Seu épico de Segunda Guerra Mundial traz todas as características de roteiro afiadas, contando com o melhor personagem que o cineasta já escreveu (Hans Landa) e uma estrutura perfeita que torna o filme mais sobre o próprio cinema do que outra coisa, e o amarra com uma direção precisa e uma sofisticação estética invejável. Um grande filme.

Essa foi nossa lista, mas qual o seu filme preferido de Quentin Tarantino?