A Guerra dos Streamings já começou! E a competição está ficando cada vez mais intensa, com novos grandes participantes entrando em campo para capturar a atenção do espectador.

Mas enquanto essa disputa ainda não chega com força total no Brasil, vamos dar uma olhada em duas das maiores opções que o público brasileiro já tem a sua disposição. 

Afinal, entre a internacional Netflix, e a nacional Globoplay,  qual plataforma agrada mais os espectadores?


Conteúdo original

Hoje em dia, os grandes atrativos de qualquer serviço de streaming são as produções originais que o espectador não pode encontrar em nenhum outro lugar. A Netflix abriu o caminho quando estreou House of Cards em 2013, mas desde então, o cenário deste novo modelo de produção foi alterado drasticamente.

Dentro da própria Netflix, a promessa de qualidade que dominava o marketing da plataforma deixou de ser uma prioridade conforme outros serviços foram sendo anunciados e a guerra dos streaming foi se tornando inevitável.

Sendo assim, o acervo da Netflix ainda conta com produções de prestígio como Mindhunter, Orange is the New Black e The Crown, além de enormes sucessos de público como La Casa de Papel e Stranger Things.

No entanto, a plataforma passou a apostar mais na quantidade de seus títulos, e atualmente o espectador pode esperar, ao menos, uma série original estreando toda a semana, entre os mais variados apelos, gêneros, públicos-alvos e orçamentos, o que também quer dizer que nem todas as produções serão tão refinadas quanto se observava no início.

No lado do Globoplay, um dos grandes apelos da plataforma está justamente em suas produções originais nacionais.

O público brasileiro tem uma relação conturbada com filmes e séries produzidos por aqui, mas o serviço de streaming da Globo demonstra constantemente o valor e o apelo de produções que trazem histórias caracteristicamente nacionais, além de carregarem o padrão de qualidade dos produtos mais prestigiosos da emissora, cujo valor é reconhecido internacionalmente.

A “exclusividade” das produções do Globoplay nem sempre é absoluta (algumas séries podem acabar dando as caras no canal televisivo também), mas entre as séries feitas para o serviço, temos Ilha de Ferro, Assédio e Supermax, além de algo interessante que poucos competidores poderiam fornecer: spin-offs de novelas!

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Conteúdo geral

Mas se as produções originais do Globoplay às vezes transitam para o canal da Globo, esta ligação direta do serviço de streaming com a emissora também providencia um acervo online mais rico, que inclui séries muito bem produzidas e atrativas como Sob Pressão e Carcereiros, inicialmente pensadas para a televisão. 

A plataforma nacional também tem estrategicamente investido em séries americanas que já possuem apelo comprovado com o público, incluindo o spin-off de Big Bang Theory, Young Sheldon, e a aclamada The Handmaid’s Tale.

Com a adição de novelas da Globo (atuais e antigas) e programas de variedades do Multishow e GNT, vale notar o quão eclético é o acervo do serviço de streaming, além de ser mais confortável para o público não tão acostumado com as produções americanas.

Enquanto isso, a Netflix vem correndo contra o tempo para preencher seu acervo com produções originais, já que muito do conteúdo da plataforma está sendo retirado por estúdios interessados em inaugurar os próprios serviços de streaming.

Felizmente, a grande quantidade de séries e filmes originais que vem ganhando força na Netflix tem dado conta de manter o serviço bem abastecido para um público amplo.

Mas até mesmo certas parcerias que nos trazem séries como Star Trek: Discovery e Titãs podem acabar sendo desfeitas quando os produtores originais resolverem desembarcar no Brasil.

Onde o acervo geral da Netflix realmente ainda sai ganhando fácil, é na questão da quantidade de filmes, com o Globoplay contendo poucas aquisições de grande apelo para o público geral.

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Experiência

Mas se tem algo que a Netflix ainda consegue superar absolutamente seus concorrentes, é na questão da interface e da experiência de seus usuários.

Enquanto serviços como a HBO GO vivem dando dor de cabeça com quedas de servidor, a Netflix conseguiu estabelecer o “streaming” como algo perfeitamente normal e fluido para a vida dos telespectadores (algo que era considerado quase inviável dez anos atrás). 

O famoso algoritmo da Netflix também proporciona hábitos de consumo onde os usuários podem passar quanto tempo quiserem acompanhando as indicações da plataforma, estrategicamente formuladas para agradar o gosto específico de cada um.

E a navegação pelo vasto acervo de produções também reflete este trabalho de adequação ao telespectador individual.

Já a Globoplay ainda está engatinhando com a inteligência de seu sistema, além de proporcionar reproduções de vídeo não tão dinâmicas quanto seu concorrente internacional, no que diz respeito às suas interfaces e preferências de uso do espectador.

Outras facilidades da Netflix como perfis e a maneira como o serviço interage com diferentes aparelhos também acabam demonstrando sua maior desenvoltura.

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Valor e veredito

No Brasil, o pacote mais barato da Netflix sai por 21,90 reais, enquanto o mais completo sai por 45,90 (um reajuste recente elevou estes valores).

A Globoplay, por sua vez, custa 19,90 reais, saindo mais barato do que o pacote básico da Netflix. Considerando todos os quesitos apresentados, a diferença de preços é compreensível. 

Sendo assim, dizer qual dos dois serviços é mais apropriado depende muito do que o usuário busca em uma plataforma de streaming. As novelas e variedades do Globoplay garantem que o vasto público da Globo consiga transitar para o streaming sem muitos problemas, e ainda traz produções originais que não deixam tanto a desejar perto de concorrentes.

Se o usuário possui hábitos mais alinhados com as produções internacionais, no entanto, a Netflix continua sendo a opção predominante.

Se a escolha já parece difícil agora, basta esperar o ano que vem para ter que sentar e fazer várias contas até decidir qual serviço assinar. A Disney e a Apple já estão se mobilizando em peso para trazer uma concorrência colossal a este cenário de streamings, e nem estamos falando da Amazon, da futura HBOMax, e dos outros serviços que estão por vir. 

Mas uma coisa é indiscutível. Nunca houve época melhor para se assistir televisão (mesmo que seja, na verdade, no computador ou no celular).