Era Uma Vez em Hollywood marca um ponto culminante da carreira de Quentin Tarantino, e traz de volta às telas o glamour de uma das eras mais importantes da Cidade Prateada.

Ambientado na época das ações malignas da seita de Charles Manson, Era Uma Vez em Hollywood toma certas liberdades criativas com os fatos reais que transcorreram no verão de 1969.

Confira abaixo o que é real e o que é fictício em Era Uma Vez em Hollywood!


Real: A seita de Charles Manson

Muita gente já sabe disso, mas vale a pena lembrar: a seita de Charles Manson realmente existiu. Manson usava persuasão e drogas (especialmente LSD) para manter o controle de sua “família”. O criminoso afirmava que uma guerra racial iria acontecer, e que seus seguidores deveriam se esconder no deserto para assumirem o controle do mundo após o conflito.

Fictício: As interações com Dalton e Booth

Em Era Uma Vez em Hollywood, Rick Dalton e Cliff Booth têm interações com Charles Manson. Os encontros nunca aconteceram na vida real. Na época, Charles Manson e seus seguidores viviam no Rancho Spahn, onde inúmeros faroestes haviam sido filmados.

Real: A morte de Sharon Tate

Em 1969, Sharon Tate foi morta por integrantes da seita de Charles Manson. A atriz e esposa de Roman Polanski estava grávida e implorou por sua vida antes de sofrer inúmeras facadas. O crime aumentou ainda mais a paranoia crescente do fim dos anos 60.

Fictício: Rick Dalton

Era Uma Vez em Hollywood traz vários personagens inspirados em pessoas reais, mas Rick Dalton não é um deles. O personagem de Leonardo DiCaprio pode ser visto como um amálgama de várias estrelas de TV da época.

Real: O envolvimento de Steve McQueen

Grande amigo de Sharon Tate, o ator Steve McQueen quase esteve presente na casa da atriz na noite dos assassinatos. O ator havia sido convidado para uma pequena reunião com os amigos, mas declinou do convite para cortejar uma jovem misteriosa.

Fictício: A mansão Playboy

Embora Sharon Tate e Roman Polanski fossem conhecidos por participar das melhores e maiores festas dos figurões de Hollywood, o casal nunca esteve na mansão Playboy de Hugh Hefner. Na verdade, o magnata só comprou a propriedade em 1971, dois anos depois da morte de Tate.

Real: Os crimes

Os crimes da noite de 8 de agosto de 1969 terminaram com 5 vítimas: Sharon Tate, o cabeleireiro Jay Sebring, Abigail Folger, Wojciech Frykowski e Steven Parent.  Os atos de brutalidade foram cometidos por Tex Watson, Susan ‘Sadie’ Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkle. Watson estava com uma arma, e as mulheres usavam facas.

Fictício: Cliff Booth

Assim como o personagem de Leonardo DiCaprio, o Cliff Booth de Brad Pitt também não é baseada em uma pessoa real. O dublê foi criado por Tarantino exclusivamente para o filme.

Real: A aparência de Bruce Lee

Além de ser um dos maiores nomes das artes marciais, Bruce Lee também era um ícone fashion, e o estilo do ator é transposto para a trama de Era Uma Vez em Hollywood. Durante a investigação dos assassinatos, Polanski chegou a acusar Lee de estar envolvido com os crimes, mas mudou de ideia pouco depois.

Fictício: O final

Assim como em Bastardos Inglórios, Tarantino resolve mudar a história em Era Uma Vez em Hollywood. Na noite dos assassinatos, os seguidores de Charles Manson se encontram com Cliff e Rick, e uma batalha sangrenta acontece.

Era Uma Vez em Hollywood estreia em 15 de agosto.