Vikings é a série histórica de maior sucesso da atualidade, e se baseia em tramas nórdicas que misturam fato com mitologia. A produção conseguiu fãs no mundo inteiro ao mostrar um olhar diferenciado sobre um dos povos guerreiros mais temidos do mundo.

Mesmo assim, os produtores e roteiristas de Vikings são conhecidos por tomar grandes liberdades criativas com os personagens e histórias abordados na série.

Alguns erros históricos de Vikings já foram apontados por especialistas e historiadores; confira abaixo alguns deles!


Governo e poder

Ainda na primeira temporada de Vikings, historiadores já chamavam atenção sobre as incongruências histórias da série. Lars Walker, da revista The American Spectator, falou sobre a maneira como o governo do povo nórdico era mostrado na série.

Segundo o especialista, o sistema de governo apresentado em Vikings, com o Earl Haraldson como figura principal, não existia. A sociedade Viking era essencialmente democrática, e não autocrática como é representado na série.

Figurino

Monty Dobson, um historiador da Universidade de Michigan, criticou a maneira como Vikings caracteriza os trajes dos nórdicos. Na série, os personagens usam roupas escuras e de tecidos que lembram couro. Historicamente, os nórdicos usavam tecidos de várias cores diferentes e feitos de materiais diversos. O estudioso, no entanto, fez questão de reconhecer o valor da série como material educativo.

O templo

A geografia de Vikings é claramente norueguesa, e a série toma outras liberdades em relação ao seu cenário. O Templo de Odin, em Uppsala, por exemplo, é mostrado na série no topo de uma montanha. De acordo com registros históricos, o local de adoração ficava em uma planície bem mais baixa. Além disso, a cidade de Kattegat é fictícia. Na época em que a série é ambientada, Kattegat era o nome de um estreito de conectada o Mar Báltico com o Mar do Norte.

Religião

Pouco se sabe sobre as práticas religiosas dos antigos Vikings, e a maneira como as cerimônias dos nórdicos são mostradas na série é basicamente fictícia.

Por exemplo, os personagens de Vikings costumam lamber a mão do Vidente como “pagamento” por seus serviços. O ato não tem nenhuma base histórica, e foi na verdade criado por Katheryn Winnick, a Lagertha.

“Originalmente não estava no roteiro, eu só quis mesmo fazer algo único e diferente”, contou a atriz.

Cristianismo

A maneira como o cristianismo é mostrado em Vikings também foi alvo de controvérsia. No quarto episódio da segunda temporada, o Bispo de Wessex utiliza a crucificação como castigo por blasfêmia. Na época em que os eventos de Vikings são ambientado, a crucificação já havia sido proibida oficialmente há mais de quatro séculos. Além disso, o próprio ato de se crucificar alguém que não era o Messias seria visto como blasfemo pela população cristã.

O capacete

Este é um detalhe pequeno, mas vale a pena citar. Durante a batalha de Wessex, os soldados do Rei Ecbert podem ser vistos usando um tipo especial de capacete.

Esse tipo específico de capacete ainda não havia sido inventado durante o período histórico mostrado na série. Chamados de “burgonetos”, esses capacetes foram criados na Itália no século XVI, e se tornaram bastante populares na época do Renascimento.

Justificativa

Michael Hirst, o criador de Vikings, já falou algumas vezes sobre as incongruências históricas da série. O showrunner explicou porque é necessário tomar liberdades criativas com um material tão antigo.

“Eu especialmente tive que tomar liberdades criativas com Vikings porque ninguém sabe realmente o que acontecia durante a Idade das Trevas… Nós queremos que o público veja a série. Um relato histórico sobre os Vikings alcançaria centenas, na melhor hipótese milhares de pessoas. Com a série, nós queremos alcançar milhões”, afirmou.

Vikings retorna em 4 de dezembro com sua temporada final.