Ghost in the Shell tem enfrentado controvérsia semelhante à que surgiu em torno de Death Note, da Netflix: críticas ao fato de uma atriz branca estar num papel baseado em personagem de mangá japonês, em vez de alguma intérprete oriental.

O diretor japonês Mamory Oshii, que realizou duas adaptações cinematográficas em animação de Ghost in the Shell, declarou à IGN que a polêmica é motivada por questões políticas das quais as expressões artísticas deveriam se libertar.

“Qual é o problema em tê-la (Scarlet Johansson) no elenco? O nome (da personagem) ‘Motoko Kusanagi’ e seu corpo não são seu nome e corpo originais, portanto não há qualquer base para dizer que uma atriz asiática deveria interpretá-la. Ainda que seu corpo original, assumindo que tal possibilidade existisse, fosse de uma japonesa, mesmo assim não faria sentido (a polêmica)”, declarou o diretor, por email.


Oshii também lembrou que adaptações no mundo do cinema não precisam ser rígidas em relação à aparência física dos personagens que as inspiram. “No cinema, John Wayne pode fazer Genghis Khan, e Omar Sharif, um árabe, pode fazer Doctor Zhivago, um eslavo. Acredito que a escolha de Scarlet para fazer Motoko foi a melhor escolha possível. Só posso perceber uma motivação política para as críticas, e acredito que a expressão artística deve ser livre de amarras políticas”, complementou.

Escrita por Jonathan Herman (Straight Outta Compton), a versão com atores de Ghost in the Shell será baseada no mangá sobre uma cirborgue das forças especiais (Scarlett Johansson) que comanda uma força-tarefa de elite chamada Seção 9 para a Hanka Robotics, dedicada a parar os criminosos e extremistas mais perigosos.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell chegará aos cinemas brasileiros em 30 de março.

PUBLICIDADE