ALERTA DE SPOILERS

O Lanterna Branca pretende representar a vida da maneira mais pura possível, pois possui o poder de lutar pela própria morte.

Mas apenas porque está conectado a toda a vida, não significa que deva ser usado por toda a vida. Existem algumas pessoas por aí que provavelmente não deveriam ser o modelo para o futuro do Universo DC, mas acontece que pelo menos um mundo tem isso no multiverso sombrio.

Em Tales from Dark Multiverse: Blackest Night, é revelado o que aconteceria se Lobo estivesse conectado com a energia da Lanterna Branca – e como isso mudaria o universo inteiro para pior.


Inicialmente, o plano é que o pequeno grupo de sobreviventes (Senhor Milagre, Columba, Lobo e Sinestro) fundam os poderes de Columba com o das energias além do Muro da Fonte.

Fazer isso desencadeará uma onda de luz purificadora, uma onda de criação, através do universo. Isso consumirá seu corpo completamente, mas também destruirá toda e qualquer Lanterna Negra (impedindo que sejam restauradas de maneira significativa) e dará ao universo a chance de desenvolver novas formas de vida.

No entanto, antes que Columba possa fazer esse sacrifício, ela é assassinada pelo Senhor Milagre, que está tentando salvar sua esposa.

Lobo, o salvador

Depois de matar Milagre por essa transgressão, Lobo é o único ser vivo que resta no universo. Desesperado, Sinestro fundiu a energia do anel da Lanterna Branca com Lobo, amarrando-o às energias além do Muro da Fonte.

À medida que a onda de criação se espalha pela galáxia, Lobo, Nekron e todas as Lanternas Negras são destruídas. O único sobrevivente real do Universo DC é Sinestro, deixado para assistir ao universo que ele fez crescer em algo aterrorizante.

O problema é que usar o Lobo como modelo para toda a existência não é a melhor ideia do mundo. O sangue czarniano carrega um forte lado regenerador, que é o que sempre permitia que Lobo passasse por suas inúmeras feridas ao longo dos anos.

O universo à imagem e semelhança de Lobo

Esses atributos foram espalhados pela onda da criação, concedendo-os a novas formas de vida. Mas a evolução em todo mundo foi alterada como resultado, pois todo organismo foi derivado diretamente de Lobo. Isso se estendeu além do fator de cura, e também ao ódio natural e à visão niilista do universo.

Dentro de meses, os seres ao redor do cosmos evoluíram para novas raças que carregam fortes semelhanças com os cazrnianos. Eles curam, odeiam e matam. Eles vão à guerra com os últimos remanescentes do universo que vieram antes, rapidamente acabando com todos eles.

O universo entra em um guerra sem fim – os exércitos dos descendentes de Lobo lutando para sempre para acabar com a competição de outros em sua espécie. Sinestro é deixado semi-vivo, preso entre a vida e a morte como a Lanterna do Limbo, para vigiar suas criações.

É justo que Sinestro, um homem há muito definido por acreditar que o medo é a emoção motivadora mais poderosa, esteja agora totalmente aterrorizado com um universo feito, em suas próprias palavras, “à sua imagem”.

Mas é claro que, mesmo que salvasse alguma aparência de vida no universo e impedisse Nekron de espalhar sua influência por outros mundos no Multiverso das Trevas, qualquer mundo em que Lobo se torna o ancestral comum está condenado a um futuro sombrio.

Também é uma prova de que, embora não haja muitas coisas que possam matar Lobo, o puro poder das Lanternas Brancas é poderoso o suficiente para fazê-lo.

Tales from the Dark Multiverse: Blackest Night já está à venda nas bancas de quadrinhos norte-americanas.