She-Ra e as Princesas do Poder foi lançada na Netflix e está recebendo muitas críticas positivas. A mais recente delas veio do jornalista Nick Romano, do Collider, que fez uma comparação que chamou atenção.

Para ele, a nova produção da Netflix, que conta com 13 episódios, é tão importante para as animações atuais quanto o aclamado Steven Universo é. Romano definiu o desenho como uma “valiosa e afeminada companhia” à produção exibida no Cartoon Network.

Para o crítico, enquanto a showrunner de Steven Universo, Rebecca Sugar, deu maior representatividade aos personagens LGBT nas animações, a de She-Ra, Noelle Stevenson, está fazendo isso com as personagens femininas. A animação da Netflix, por exemplo, tirou He-Man da jogada, que é do mesmo mundo da Princesa Adora.


“A série é uma reeducação para a indústria. Se Steven Universo traz uma dominante força das galáxias contra as restrições da representação LGBT, então She-Ra é uma valiosa sucessora – o que parece apropriado à princesa guerreira erguendo uma espada em cima de um unicórnio”, diz trecho da crítica.

She-Ra e as Princesas do Poder | Crítica – 1ª Temporada

Romano ainda explica que enquanto Steven Universo redefine os conceitos de animações de ficção científica, She-Ra está trazendo outro papel para princesas. Antes indefesas, com Adora elas são fatais e se viram sozinhas em qualquer situação.

Para o crítico, Steven Universo também traz influências claras para She-Ra e as Princesas do Poder. Assim como no desenho do Cartoon Network, a animação da Netflix traz um casal LGBT, sendo representado pela protagonista Adora e pela personagem Felina.

“Princesas não são definidas pelas donzelas da Disney e nem por sua sexualidade”, destacou o crítico do Collider.

Produzida por Noelle Stevenson (Lumberjanes, Nimona), a série da Netflix é uma atualização do desenho dos anos 80 She-Ra: Princesa do Poder, que foi um derivado de He-Man e os Mestres do Universo. A primeira temporada da animação já está disponível.