Black Mirror: Bandersnatch, o episódio interativo da antologia de ficção científica da Netflix, traz uma produção inédita para adultos, com o espectador podendo tomar as decisões pelo protagonista. Essa deve ser a primeira de muitas da plataforma.

Para Variety, o co-criador Charlie Brooker afirmou que tudo foi feito em caráter de teste. Além disso, elogiou o trabalho com a equipe da plataforma de streaming.

“Uma das coisas que eles queriam era que a gente testasse os limites porque é um bom caso de teste experimental. Muitas vezes perguntamos, ‘Isso é possível?’ Eles nunca diziam que não. Eles respondiam, ‘Vamos trabalhar e tentar'”, contou o co-criador da série.


Por conta do tempo, algumas novidades ficaram de fora de Bandersnatch. Entre elas, poder olhar ao redor da casa de Stefan, escolher o filme que o protagonista veria e até dar conquistas aos espectadores que chegam a um dos finais da trama.

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“É possivelmente a última iteração de algo que existe há décadas. Me parece um ponto da história da tecnologia em que isso existe numa plataforma que não é de games. É revolucionário para mim”, descreveu Charlie Brooker.

Apesar de ser revolucionário, o co-criador ainda não imagina uma produção como essa no cinema.

“Todo mundo teria um app para clicar sim ou não, mas seria muito irritante. Isso poderia causar uma briga no cinema”, brincou uma das mentes de Black Mirror.

Bandersnatch é sobre a história de um jovem programador que cria um jogo a partir de um romance. No entanto, o protagonista começa a perder o controle sobre o que é a realidade e o que é o mundo virtual.

O especial de Black Mirror vai contar um recurso inédito: o espectador poderá escolher o final do filme, contando com 5 horas de material gravado.

O protagonista desse especial de Black Mirror é Fionn Whitehead, que fez sua estreia nas telas com Dunkirk.

Black Mirror: Bandersnatch está disponível na Netflix.