O novo episódio de Arlequina, série animada da DC, faz com que os vilões do Batman pareçam menos ameaçadores e totalmente ridículos. Embora isso possa ser parcialmente explicado pelo fato de estarem de folga na maior parte do episódio, muitas das travessuras do novo episódio sugerem que Batman tem um trabalho bastante fácil quando se trata de enganar seus inimigos.

A primeira cena do episódio da série animada da DC acontece na sala de descanso da Legião do Mal. É aqui que Espantalho e Bane fofocam sobre o recente rompimento entre Arlequina e Coringa, enquanto estão perto da máquina de café.

Esse é um comportamento pouco digno do auto-descrito como “Mestre do Medo” ou do homem que “quebrou o morcego”, e é difícil levar um deles a sério pelo resto do episódio.


Arlequina tem seu próprio momento de humilhação depois que decide provar ao resto dos vilões que ela superou o Coringa e está vivendo sua melhor vida sem ele. Isso leva ela e Hera Venenosa a se infiltrarem no que Arlequina achava que era uma reunião oficial da Legião do Mal da DC, com Arlequina fazendo uma grande entrada.

Infelizmente, a reunião acaba sendo um Bar Mitzvá do sobrinho do Pinguim, Joshua. Para adicionar ainda mais constrangimento, o Pinguim acha que Arlequina é uma das strippers que ele contratou para o evento.

Até o Coringa!

Mesmo o Coringa, que originalmente não planejava ir na festa, não se saiu muito melhor do que os outros, pois ele está no meio da reconstrução de seu esconderijo secreto, que Arlequina destruiu no primeiro episódio. Vemos o Palhaço do Crime discutindo com seu contratado sobre a exigência de Gotham City de que ele solicite uma permissão especial para um alçapão, quando na verdade ninguém devia nem saber da existência do lugar!

Ir à festa de Pinguim prova uma distração bem-vinda da burocracia da coisa toda, depois que Bane liga para o Coringa para relatar que Arlequina apareceu na festa e parece estar indo muito bem após o rompimento. Infelizmente, o Coringa é forçado a suspender seus planos de matar Arlequina quando é chamado pelo contratado no meio da inevitável luta, e é forçado a lidar com outra complicação – porque a cidade classificou o esconderijo do Coringa como uma área residencial, mesmo sendo um parque de diversões abandonado.

Embora seja obviamente bobo esperar que um anarquista como o Coringa se importe em aderir aos códigos de construção, ou que Gotham City regularia estritamente a construção de armadilhas mortais, esse conceito é metade da diversão do programa. Mais do que qualquer série animada desde Os Irmãos Aventura, Arlequina tenta explorar as realidades de como uma sociedade com criminosos e super-heróis fantasiados funcionaria enquanto ainda aderia aos absurdos inerentes ao gênero dos super-heróis.

Isso resulta em um nível de humor muito mais profundo do que se esperaria de uma mera série animada focada nos vilões do Batman.